domingo, 12 de dezembro de 2010

Arte em crise

Se a humanidade está em crise, é natural que isso se reflicta nas várias esferas que compõem o nosso mundo. Por isso, quase posso afirmar que, em consequência desta mesma crise mundial, também a arte se encontra em crise. Esta dedução advém do facto de a arte ser, no fundo, uma obra que reflecte a projecção do ser humano.
Falando de arte, para além da crise que assola este domínio, denota-se uma gradual predominância da arte que domina através da captação da atenção pela beleza agradável, que, por ser geral, é compreensível e apreciável.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

É Natal!?

Cada vez o Natal começa mais cedo, ou pelo menos é o que nos querem fazer acreditar. Ainda faltavam quase dois meses para o Natal, é já se começavam a enfeitar as ruas com luzes e a adornar as montas das lojas.

Pessoalmente não gosto muito do Natal (com excepção das prendas, de celebrar no dia 25 o aniversário da minha avó e de até achar alguma piada às luzes que ornamentam as ruas durante a noite.) Tirando estas três excepções o Natal é algo penoso e considero que seja uma época para e das crianças!

Quando era criança, adorava o Natal. Era motivo para juntar uma grande parte da família em minha casa (40/45 pessoas). Com aquela idade não podia comprar o que queria, logo a ideia de me darem o que queria naquela noite, tornava tudo muito mais entusiasta, havia uma antecipação bastante estimulante, e dava um fascínio especial até mesmo à época em si.
Progressivamente, houve uma natural expansão familiar, pois as pessoas crescem, relacionam-se e eventualmente constituem a sua própria família e têm de conciliar, ou não, a sua família e a do parceiro ou optar por uma das duas, por isso o número de pessoas que compareciam foi sendo gradualmente reduzido para metade ou menos, numa tentativa de todos agradarem a gregos e a troianos.

Entretanto deixei de ser criança e passei a comprar esporadicamente o que quero, para além disto o mais habitual é querer coisas que são difíceis de serem outras pessoas a comprar. Foi nesta altura que o Natal perdeu totalmente o encanto que tinha e o comecei a percebe-lo de outra forma. Embora goste de estar com a família, até porque é a oportunidade anual, por excelência, para rever pessoas com as quais no resto no ano tenho muito pouco contacto, recuso-me a viver o Natal desta nova forma.

O Natal como eu o observo, é desprovido de magia e resume-se a uma penosa peregrinação a locais completamente cheios de pessoas com a mesma tarefa, escolher presentes. Pior do que isto é que no fim acabam por gastar rios de dinheiro em algo que as pessoas não precisavam ou até nem querem. Depois sucedem-se almoços e jantares, que parecem não ter fim, onde todos agem como se o mundo fosse maravilhoso, tentando ignorar a realidade.

É esta a razão pela qual esta data não passa de mais um dia no meu calendário, que se torna especial por ser o dia em a minha avó comemora o completar de mais um ano de vida.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Gripe A, um ano depois

Após a gripe aviaria tivemos o (des)prazer de nos depararmos com a polémica gripe suína, mas volvido um ano já ninguém fala sobre este assunto e poucos são os que se lembram das várias controvérsias que se geraram em torno desta gripe tão especial.
A sociedade parece ter-se esquecido do vírus e isso acontece sem grandes surpresas, pois o assunto deixou de ser rentável. No fundo, quem podia lucrar com a toda esta questão já encheu os bolsos e agora parece que o vírus já nem sequer existe.
Expus a minha teoria e as minhas conclusões finais, tendo por base factos reais e números concretos. (In)felizmente pude constatar que tinha razão e que as estimativas iniciais não correspondiam, nem de perto nem de longe, à situação real; infelizmente as manobras para lucro de alguns continuam a surgir sem que a maioria se aperceba.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Um grito de frustração

As palavras que queremos dizer mas guardamos para nós, o que queremos fazer mas não fazemos, o que queremos sentir mas não nos permitimos sentir...
Gostaria de dizer que tudo o que referi cai no esquecimento, mas mentiria. Tudo isto, e muito mais, acumula-se no corpo, na mente e enche-nos a alma de gritos mudos.

O que não dizemos deixa aberto o passado, uma ferida, não permitindo que o futuro seja visto com total nitidez. O que não fazemos transforma-se numa insatisfação, tristeza e frustração, que nos martiriza ao longo do tempo. O que não nos permitimos sentir transforma-se numa nostalgia magoada que nos pode envenenar o sentimento se futuramente renovado.

Falem! Façam! Sintam!
Sem medos...

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A vírgula

Leiam a frase e coloquem na mesma uma vírgula: “Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura."

Já colocaram?

Denote-se que se o leitor for uma mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER; caso seja homem, colocou a vírgula depois de TEM. Ou seja, a colocação da vírgula acaba por depender da forma como o sujeito se enquadra neste quadro de referência.


Com esta espécie de curiosidade apenas queria relembrar a Língua Portuguesa e o quão importantes podem ser os pormenores que por vezes não notamos.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Aalst, Bélgica

Depois de Bruxelas, foi tempo de seguir para noroeste e visitar Aalst.

A estação de comboios fica nas margens do rio Denver, cujo calmo caudal alberga vários barcos que oferecem serviços de restaurantes e bares. Ao passar ao longo das margens, fiquei chocada com a falta de zelo e o subaproveitamento das mesmas e, com um leve sorriso de satisfação, relembrei as margens do rio Tejo, em Abrantes.
Era tempo de explorar a cidade!

Aalst e o seu aspecto frio já não me surpreenderam, uma vez que se assemelhava a Bruxelas, no entanto, e à parte disto, a cidade não parecia estar em nada relacionada com a sua capital. A ausência de movimentação nas ruas, de barulho e de pessoas, fez com que por momentos, aos meus olhos, a cidade parecesse fantasma.
O meu pensamento acabou por ser afastado pelo apito do comboio e por um cheiro que reconheci como sendo pão acabado de confeccionar. Afastado aquele pensamento arrepiante, respirei fundo, olhei a cidade que parecia parada no tempo e aventurei-me pela rua mais próxima.

Sem mapa e sem sequer possuir uma leve noção sobre os monumentos mais emblemáticos a serem visitados, acabei por vaguear por avenidas, ruas e ruelas. Ao longo das ruas exaltavam-se prédios antigos, predominantemente de arquitectura gótica e na sua maioria conservados através do tempo, cujo rés-do-chão servia os mais variados tipos de lojas e pubs. Apenas um edifício destoava pela modernidade, embora se apresentasse sóbrio: a biblioteca.
Foi nessa altura que me apercebi que a rua estava enfeitada com os típicos cordéis com papéis coloridos, tão usados nas festas populares das aldeias portuguesas e pensei, para mim própria, que afinal não somos povos assim tão diferentes.

Tive sorte, pois a rua onde ingressamos dava acesso directo ao centro da cidade, um local que desde logo saltava à vista como sendo o ponto de encontro da grande maioria dos habitantes da cidade, independentemente da sua idade. Encontrava-me no Market Place, o coração daquela cidade. É uma enorme e simples praça, repleta de bares e restaurantes para todos os gostos e todas as carteiras, com espaço sobejo para os mais pequenos brincarem livremente.
Perto desta praça pude visitar alguns dos principais monumentos da cidade e, descobri mais tarde, a zona comercial, onde se encontram também algumas marcas de renome.

Não me podia esquecer de provar os chocolates que são realmente bons, como aliás é do conhecimento geral, mas foram os gelados da gelataria que se encontra no largo da Estação de Comboios que me satisfizeram, são divinais.
A título de curiosidade, nunca vi tantos cães numa cidade!

Embora me tenha aguçado a curiosidade e o balanço da viagem tenha sido notoriamente positivo, a Bélgica continua a ser um país que não me desperta grande interesse. De qualquer forma, esta foi uma forma de ver um pouco do coração da União Europeia e ver a pitoresca cidade de Aalst, que de outra forma provavelmente não visitaria.

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Bruxelas, Bélgica

Vários motivos deram origem ao cancelamento dos planos originais para as viagens de 2010, mas houve um ponto bastante positivo: a possibilidade de ocorrer uma viagem inesperada à Bélgica.
Assim foi!

Quase sem dar conta aterrei em Bruxelas, o centro da União Europeia, e automaticamente ocorreu-me que aquela poderia ser a cidade ideal para o André P. e o João S., tendo em conta que existem naquela cidade 400 tipos de cerveja.
O tempo era escasso, mas pude ter um vislumbre do que é a cidade através da abrangente rede de autocarros modernos que a serve (integrados com o metro e com hora certa para passar). Infelizmente, foi mesmo só um vislumbre e nem consegui tirar fotografias com qualidade.

Na memória trago as imagens das avenidas e o contraste, por vezes demasiado estrondoso, existente na arquitectura dos vários edifícios. No entanto, e sem qualquer estranheza, uma grande parte das minhas memórias está relacionada com as particularidades do trânsito, que tanto me relembrou Lisboa, como me fez sentir num pequeno mundo à parte.

Semelhanças
- O elevado tráfego, cujas longas filas se assemelhavam às da 2ª Circular em hora de ponta;
- Uma praça inteiramente tomada por carros, que me relembrou algumas fotos da Praça do Comércio datadas da década de 70.

(Boas) Diferenças
- As placas, que estão gravadas em duas línguas (o francês e o flamenco) e oferecem inúmeras indicações úteis, não só mas também, aos turistas. São tão escassas em Portugal.
- Um mundo para as bicicletas, existe um conjunto de infra-estruturas que permite aos ciclistas a inteira mobilidade pela cidade, não se resumindo as mesmas apenas a ciclovias e estacionamentos para bicicletas, existe também uma preocupação em relação à sinalização vertical e luminosa específica para bicicletas (mesmo sem existirem milhares de ciclistas). Algo que ainda não se vê pelas nossas cidades.
- O sinal verde, que abre para os pedestres e para os carros da rua transversal ao mesmo tempo, definindo-se a prioridade pelo que dita o código da estrada. Uma premissa bastante incumprida na Avenida da República por alguns automobilistas que vêm do Campo Pequeno.

Embora tenha encarado uma cidade tão formal e fria, não consegui afastar a sensação de que Bruxelas pode ser mais do que apenas o centro administrativo e político da União Europeia. Talvez por de trás da sua faceta monótona haja algo por descobrir...

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sábado, 11 de setembro de 2010

Rentrée

Julho foi um mês atribulado, Agosto mostrou-se preenchido e cheguei, assim, a Setembro com o blogue parado durante demasiado tempo. Mas o mundo não parou, as notícias continuaram a surgir (embora demasiado repetitivas) e a vida tem decorrido com a normalidade possível.
A "normalidade possível" é algo estranho para definir o último mês e meio, tendo em conta que alguns planos foram adiados e surgiram problemas impensáveis, não só pela sua improbabilidade, mas também pela sua gravidade.

O importante é que, com tempo, empenho e depois de algumas dores de cabeça exacerbadas, tudo pode voltar ao seu ciclo normal e, tendo em conta os desenvolvimentos que ocorreram nos últimos dias, posso até encarar Setembro como uma verdadeira rentrée. Uma rentrée, não no sentido da re-entrada ou do regresso, mas sim no sentido de encarar tudo o que se passou como um passo necessário para esta nova fase.
É altura de reanalisar situações, dedicar-me a outros projectos, delinear quais os caminhos a seguir e como percorrê-los.

No meio de tudo o que aconteceu, está a decorrer e se aproxima, algo se mantém: a atitude!


Nota: creio ser preferível não existirem referências ao jogo contra a Espanha no Mundial 2010. Sim, ainda estou envergonhada!

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bad runs e confiança

Calham a todos! Não conheço um único jogador de póquer que não tenha já passado por isto, no entanto, poucos são aqueles que se mantêm confiantes quando as há.

Por vezes, os bad beats são numa quantidade considerável e sucedem-se durante tantos dias que os jogadores começam a perder a confiança em si mesmos. Como é óbvio todo este stress afecta o jogador psicologicamente e ataca directamente a sua confiança, deixando-o mais débil. Isto pode, de facto, ser tão significativo que o jogador, num acto de desespero, pode cometer erros gravíssimos e fazer jogadas consideradas incorrectas, tornando todo este ciclo vicioso.

Quando a falta de sorte ou o extremo azar parecem fazer com que tudo corra mal na mesa, a confiança acaba por, na minha opinião, assumir um papel fundamental no equilíbrio do jogador, tanto na sua forma de jogar como a nível psicológico. Esta é, sem dúvida alguma e por excelência, uma altura em que qualquer jogador enfrenta um teste de habilidade no que se refere ao jogo e ao seu comportamento, sendo estes os factores decisivos para o seu sucesso.

Thomas Keller afirmou, e eu concordo plenamente, que “ter confiança é uma das maiores características que um jogador consistente de póquer pode ter”, sem ela os jogadores, tanto pelos erros como pelas jogadas incorrectas, tornam-se inconstantes. Porquê? Porque deixam de ser efectivos, para se tomarem extremamente emotivos, oscilando entre a agressividade e a passividade, e isto não é benéfico.

Pior do que perder a confiança é não conseguir recuperá-la. De facto, a sua recuperação revela-se bastante importante, embora muito difícil. O normal é os jogadores fazerem uma pausa, que se pode traduzir em dias ou mesmo meses, afastando-se do jogo quase para esquecer o sucedido e sarar feridas, porém outros insistem em continuar a jogar, recuperando a confiança através das pequenas vitórias.
Pessoalmente, é-me mais viável continuar a jogar, no entanto faço-o em mesas mais softs (como forma de defesa a todos os níveis) e alio a isto um stop-loss pouco generoso.


Nota: Há uma razão especial para voltar a escrever hoje e falar especificamente de póquer: o Tacuara ganhou o primeiro lugar no PokerStars Solverde Poker Season #7, depois de meses embrenhado numa bad run demasiado longa. Mais uma vez expresso a minha felicidade pela sua conquista e endereço-lhe um enorme beijo pela vitória.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal 0 - 0 Brasil

Jogo
Na primeira parte, foi o Brasil quem “comandou” e ainda conseguiu fazer-nos tremer duas vezes.
Na segunda parte, foi Portugal que controlou o jogo, mas as tentativas não passaram disso mesmo e não conseguimos concretizar o golo, embora a nossa desenvoltura tenha deixado o adversário algo inquieto. Por parte do Brasil, apenas houve um lance de perigo já no fim do tempo regulamentar, mas excelentemente defendido.
Este foi um jogo que não deslumbrou ninguém, mas já se esperava que algo deste género ocorresse!


Jogador
Desta vez tenho de dar os parabéns à equipa!


Treinador
Gostei da sua pose no início da segunda parte, bastante confiante nas alterações que tinha feito em relação à disposição dos jogadores no campo e do facto de aparentemente ter abandonado a apatia inicial que se mantinha durante os 90 minutos das partidas.


A verdade é que chegámos ao fim desta fase com sete golos marcados e nenhum golo sofrido. Passámos à próxima fase e esta passagem foi merecida, não só pela relação de golos marcados/sofridos com o ataque/defesa que superaram todas as expectativas, mas também pelo próprio evoluir da equipa.

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Eu III

Sou aquilo que muitos queriam conseguir ser, porque sou o que quero ser. Sou eu e gosto!

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal 7 - 0 Coreia do Norte

O jogo
É um facto que inicialmente não fomos supremos, mas estivemos muito melhores e conseguimos mostrar um futebol superior ao da estreia frente à Costa do Marfim.
Portugal fez questão de evidenciar que entrou no jogo para marcar cedo e durante os 94 minutos de jogo, os jogadores mostraram-se ofensivos e promoveram sempre a subida em campo (algo que não se verificou no jogo contra a Costa do Marfim). A Coreia do Norte demonstrou que também iria procurar o golo, mas Portugal controlou a maior parte do jogo.
O marcador foi inaugurado aos 29’ por Raul Meireles que já tinha tentado o golo algumas vezes, mas foi na segunda parte que o povo das quinas respirou de alívio e foi levado ao rubro com uma sequência de golos inigualável (53’ por Simão; 56’ por Hugo Almeida, 60’ por Tiago 81’ por Liedson, 88’ por Cristiano Ronaldo e 89’, novamente, por Tiago). Portugal superou, assim, a maior goleada neste Mundial, detida pela Alemanha sobre a Austrália (4-0).
Fazendo as contas, Portugal tem agora 9 golos de diferença sobre a Costa do Marfim, o que por si só dá uma excelente “almofada” e, como tal, podemos afirmar que já passámos à próxima fase e podemo-nos dar ao luxo de perder com Brasil. No entanto, todos esperamos no mínimo um empate!


Jogador
Fábio Coentrão continua a ser o jogador de maior destaque, mas a equipa em si esteve muito bem, existindo múltiplas jogadas colectivas, mais ou menos, bem conseguidas.


Treinador
Embora ainda de mãos nos bolsos, já não o senti tão passivo e distante (pelo menos exaltou-se, festejou, levou as mãos à cabeça, etc).

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sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago

Rebelde, crítico, duro, frontal, idealista, controverso, polémico, comunista, humanista...

Devido a todas estas qualidades, aquele que foi um dos melhores escritores portugueses, teve alguns inimigos ao longo da sua vida a nível político – pelo veto à candidatura de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” a Prémio Nobel e pelas suas intervenções públicas contra os EUA pela política de agressão, Israel pela ocupação dos territórios palestinianos e Cuba pela morte de opositores ao regime – e religioso – aquando da publicação de “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, considerado ofensivo para a tradição católica portuguesa, e mais recentemente por o escritor afirmar que a Bíblia "um livro de maus costumes”.

Como escritor experimentou todos os géneros de literatura e foi vencedor do Prémio Camões (1995) e do Prémio Nobel (1998). Relativamente à sua escrita propriamente dita, que muitos referem ser um atentado à gramática, apenas me aprouve dizer que é um estilo único deste autor e que pode tornar a leitura algo difícil, devido às suas frases longas e aos poucos parágrafos.

Recomendo os seus livros pelos momentos reflexivos que proporciona, mas advirto que é necessária sensibilidade e pensamento crítico para conseguir apreciar uma grande parte da sua obra, do seu legado.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mundial 2010: Costa do Marfim 0 - 0 Potugal

O jogo
Não revelou muito condimento e há excepção da jogada mais perigosa de todo o jogo, protagonizada por Cristiano Ronaldo aos onze minutos, que apenas resultou num remate ao poste da baliza da Costa do Marfim, nenhuma das equipas conseguiu rentabilizar a posse de bola e dar espectáculo.
Foi bastante equilibrado, mas denotou-se uma grande incapacidade de progressão por parte da equipa das quinas que nem sequer demonstrava grande iniciativa de ataque. Talvez isto ocorresse devido ao receio que se criou baseado na forma como o adversário jogou: recuado e a apostar num contra-ataque que cedo se revelou forte.
No fundo, as duas equipas tiveram medo de assumir o jogo. O empate revela-se assim justo, mas não nos deixa margem de manobra no jogo com a Coreia.


Jogador
Na minha opinião, o melhor jogador em campo foi Fábio Coentrão. Este homem mostrou-se um verdadeiro muro ao ataque da Costa de Marfim!


Treinador
No fim do jogo, fiquei com a nítida sensação que Carlos Queirós não viu o mesmo jogo que eu, pois referiu que “a Costa do Marfim não atacou” e ainda acrescentou que “foi um jogo entre dois favoritos” (?).
Do que vi a Costa do Marfim foi quem, inicialmente, mais lutou por um resultado que lhes valesse os três pontos, embora na segunda parte Portugal se tenha apresentado um pouco mais ofensivo. Quanto a favoritismos, desde quando é que Portugal é favorito neste Mundial?

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O Cinema

O cinema é uma expressão artística (aquela que, a par da música, tem mais visibilidade), mas será realmente uma arte nos tempos que correm?
A verdade é que a diferença entre o cinema nos seus primórdios e a actualidade é ensurdecedora!

Não sou uma expert, mas até meados da década de 90 existia uma notória preocupação em relação a todos os componentes dos filmes (com o roteiro, com os actores, com a mensagem que o filme comunicava e com a forma como essa mensagem era entendida pelo público). Inicialmente o cinema abordava temas como a amizade, o arrependimento, o perdão, a coragem e a perseverança; talvez por isso os filmes da época tenham emocionado e marcado um grupo tão abrangente de pessoas e se tenham tornado eternos.
São exemplos: “O nome da rosa”, “A vida é bela”, “Sociedade dos poetas mortos”, “Génio indomável” e “O fabuloso destino de Amélie Poulain”.

Actualmente os filmes são, na sua maioria, desprovidos de inteligência, estandardizados e com piadas que chegam a ser repetitivas e até ofensivas, demonstrando que os directores apenas pretendem lucro e popularidade. Torna-se assim necessária uma elevada dose de bom senso e alguma sorte para encontrar algumas boas películas.

Este ano, as fitas de celulóide estão repletas da nova “fórmula para o sucesso”. Quero com isto dizer que as estreias do presente ano quase se resumem a uma lista de remakes de filmes e séries dos anos 80 e de adaptações de videojogos e heróis da Marvel.
Na minha opinião, as duas únicas surpresas originais foram as de Tim Burton (“Alice no País das Maravilhas”) e Spike Jonze (“Sítio das coisas selvagens”), que trabalharam dois clássicos infantis, acabando por os transformar em clássicos do cinema.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

5 razões para gostar de póquer

1º - É rentável e nem precisam de investir muito;
2º - Todo o dinheiro é isento de impostos, ou seja, tudo o que ganharem é mesmo vosso (sem deduções, descontos, IRS, etc);
3º - É estimulante, tanto o jogo em si como a leitura que fazemos;
4º - Aprende-se a jogar e podemos aperfeiçoar o nosso jogo ao longo do tempo;
5º - É divertido!


Experiência pessoal
Comecei a jogar Texas Hold’em no inicio de 2008 e bastaram alguns meses para que, algo que fazia apenas por diversão, passasse a ser visto como uma forma de rentabilizar os meus tempos livres. Agora, volvidos dois anos, o póquer representa um investimento (rentável qb) que suporta todas as noitadas, os vícios, as férias, as extravagancias, etc.
Arrisquem! Invistam algum tempo a aprender as bases e vão surpreender-se!

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Daily life

By Ennokni


NOTA: O blogue não morreu, apenas não têm ocorrido acontecimentos relevantes (se não tivermos em consideração o constante bombardeamento feito pela comunicação social acerca de casos como a Casa Pia, etc).

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domingo, 9 de maio de 2010

Benfica Campeão (2009/2010)

"Boa noite, eu sou o Jorge Jesus.
Se eu podia viver sem vencer? Podia, mas não era a mesma coisa..."

Fomos a equipa que deu mais espectáculo ao longo do campeonato! Na grande maioria do jogos, tivemos atitude, soubemos fazer o nosso jogo e a única coisa que realmente falhou foi o controlo emocional, no jogo contra o Porto no Dragão. Somos os justos campeões, porque durante o campeonato não jogámos para não perder, como aliás fez o Sporting, mas sim para ganhar (como já referi aqui)!
Perseguíamos um ponto, mas conseguimos alcançar os três neste jogo contra o Rio Ave em que fomos claramente superiores.
Quanto ao Braga, falhou na Madeira e eu até agradeço!

Meus caros, estou a um passo de me tornar realmente cristã, porque hoje (mais do que nunca) acredito em Jesus...
Parece que vamos mesmo ter de "desinfestar depois de usar" o Marquês de Pombal.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Benfica de corda ao pescoço

No domingo passado o Benfica não fez a festa que tanto espera e o Porto ganhou (3-1). Foi um dérbi e houve golos, mas desengane-se quem pensa que o jogo foi intenso, porque não passou do vulgar. Foi notoriamente pobre tendo em conta as equipas, a história precedente e a conjuntura actual.

Olegário Benquerença executou uma arbitragem vergonhosa. Quis disciplinar, desde o princípio, mas acabou por mostrar consecutivos cartões mal assinalados (o do Dí Maria e do Fucile, são exemplos disso mesmo).

O Porto foi claramente superior, mas já era de esperar que eles se “esfarrapassem” neste jogo. Soube aproveitar o nervosismo do Benfica e fez um bom jogo.

O Benfica mais parecia o Sporting: sem chama, lento e passivo. Foi uma equipa pálida que não conseguiu desenvolver o seu jogo, devido em grande parte ao descontrolo emocional. Perdemos por culpa própria! Não houve um passe longo decente, pressão, desenvoltura e, nalguns minutos, quase parecia que o desespero de alguns jogadores fazia desaparecer a vontade de jogar.
O único golo surgiu de uma batalha de Luisão, que conseguiu a custo empurrar a bola para a baliza do Porto. O Benfica perdeu assim a oportunidade de garantir o título.

Estatisticamente, a probabilidade de o Benfica ser campeão é mais elevada, visto que apenas uma vitória do Braga conjugada com uma derrota do Benfica nos pode tirar a Taça. Todos estão confiantes na vitória, mas assusta-me a fragilidade emocional do Benfica, que já persegue “o ponto” há demasiado tempo, e o facto de se jogar tudo neste último jogo, o que por si só representa um perigo.

De qualquer forma, uma equipa com o nível futebolístico apresentado pelo Benfica, ao longo do campeonato, não devia ser campeão na última jornada. Não tirando mérito ao Braga, que se revelou uma surpresa, o justo vencedor da Taça é o Benfica, pelo jogo e pela atitude. Este ano a equipa começou a jogar para ganhar (antes jogava para não perder)!

Só espero que tenhamos de "desinfestar depois de usar" o Marquês de Pombal. É bom sinal que assim seja!

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domingo, 2 de maio de 2010

Um dia consagrado às Mães

Devíamos por isso lembrar-nos que...


... as Mães continuam a ser vítimas de discriminação no que respeita a oportunidades e carreiras profissionais, que existem muitas Mães adolescentes que ainda não sabem ser Mães mas já o são e que existem milhares de crianças e adolescentes institucionalizadas sem Mães.

... as Mães não se afastam dos seus filhos, nunca têm férias e não se reformam. Quando envelhecem, algumas, tornam-se Avós e, diz o povo, tornam-se assim Mães duas vezes.

... as mães devem ser, por tudo o que são, dão, fazem e representam, consideradas!



O melhor do Dia da (minha) Mãe

Tive o bom gosto de comprar uma flor para a minha Mãe. Quando a recebeu, podia-se ler numa pétala "Adoro-te" e num bilhete anexado "De todas as Mães no mundo tinha de me calhar a melhor!".

Sem dúvida alguma, o melhor deste dia foi ver o sorriso da minha Mãe, tão alegre, terno e comprazido. Um momento delicioso! Delicioso para ambas, pois o melhor do dia da minha Mãe foi o melhor do meu dia.

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