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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cuidado com as entrevistas

 

Muitos referiram, ao longo do último mês, que o nosso Primeiro-Ministro é um troca-tintas e basta olhar para a imagem acima para compreender o porquê de tais afirmações, mas eu não!
Não nos podemos esquecer que, nos cinco anos posteriores a esta entrevista, o nosso actual Primeiro-Ministro desenvolveu "o talento e as qualidades" necessários para o correcto desempenho do cargo. Para além disto, meus caros, devíamos estar agradecidos por este senhor aceitar "pagar o preço" de ter uma "vida horrível".


PS - Não se esqueceram de inserir uma resma de sarcasmo ao ler este texto, pois não?

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Voto em branco NÃO É útil

Segundo a Constituição da República Portuguesa, um candidato para ser eleito necessita da maioria (50% + um) dos votos validamente expressos, ou seja, apenas são contabilizados os votos válidos, sendo excluídos os votos em branco e nulos.

Se os votos em branco não entram na contagem e não influenciam o resultado final da votação, é óbvio que votar em branco é inútil. Aliás, por esta ordem de ideias os votos em branco, exactamente por não serem contabilizados, acabam por favorecer o candidato dito "favorito", neste caso Cavaco Silva (para melhor perceber esta questão consulte este artigo de A. Xarim).

Tendo isto em conta não me faz sentido que se tenha apelado aos votos em branco, em sinal de protesto e para que Cavaco Silva não fosse reeleito à primeira volta, pois o valor que um voto em branco tem é zero. Faria-me mais sentido que se tivesse apelado ao voto num dos outros candidatos, pois só se Cavaco Silva não obtivesse a maioria teríamos uma segunda volta.

Na minha opinião, o nosso sistema de eleição devia ser repensado. Talvez fosse desejável alterar o nosso sistema de voto e torná-lo obrigatório; paralelamente a isto, o voto em branco deveria ser tornado útil, ou seja, devia começar a ser contabilizado, pois ao contrário do voto nulo demonstra uma vontade, a da abstenção consciente e contra o sistema, e qualquer pessoa deve ter direito a ela.

Se o voto fosse obrigatório e os votos em branco fossem contabilizados, acredito que alguns políticos iriam repensar a sua posição. Talvez aprendessem algo com isso e talvez percebessem que mais de metade da população portuguesa não se revê neles e nas suas acções.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - Presidente Cavaco

Parece que realmente que o silêncio vale ouro!
Cavaco Silva fez uma campanha repleta de sorrisos e silêncios, recusando-se a comentar/explicar alguns dos seus negócios e ainda se regozijou aquando da confirmação da vitória pelo facto de não o ter feito e ter sido eleito. Acabou por deixar no ar a ideia de que a sua eleição era prova sobeja da sua integridade, como se fosse o cargo a dignificá-lo e não o contrário.

Sinceramente, o que me revolta é que a justiça nada venha a fazer em relação as estas suspeitas e que o senhor Presidente, tendo a sua honra e honestidade questionadas, nada tenha feito para as defender (talvez nem soubesse como).

Começo a ver algumas semelhanças com Pinto da Costa...

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - candidatos

Embora a campanha tenha arrancado oficialmente apenas a 9 de Janeiro, já ouvimos falar sobre as presidenciais há um ano. Era de esperar que nesta recta final se gerasse interesse em torno da mesma e que fossem discutidos assuntos de interesse, porém os debates foram pobres e nada de interessante foi dito, para além de acusações ou silêncios redobrados.
Sem muito mais haver a dizer, chegamos às urnas com os seguintes candidatos a Presidente da República (PR):

Cavaco Silva 
Pelas sondagens, tem a campanha ganha, mas não com base no meu voto. Se tivesse alguma dúvida em relação a Cavaco Silva, nem precisaria das questões levantadas pelos outros candidatos, ela ter-se-ia dissipado com sua a afirmação de que “compete ao Presidente da República saber o rumo a dar ao país”. Pergunto-me que rumo deu este homem ao país com a sua inépcia enquanto PR.

Manuel Alegre
Existem dois, um do PS e outro do BE, não me admira por isso a sua falta de opinião e incoerência em relação a quase todos os assuntos. Como se não bastasse resolveu fazer campanha atacando Cavaco Silva e quando confrontado com o seu trabalho publicitário para o BPP foi no mínimo contraditório. Tendo em conta que vai perder mais uma vez esta corrida para Cavaco Silva, resta-me saber como irá justificar agora a sua derrota ao PS, que desta vez o apoiou e a quem retirou a vitória em 2006.

Fernando Nobre
Preferiu não atirar pedras ao telhado de ninguém, manteve sempre um rumo certo e diz, com alguma razão, que “já ganhei”, afinal de contas é um candidato independente que em nada está relacionado com a política e conseguirá, mesmo assim e talvez por isso, ser o terceiro candidato mais votado. Infelizmente é exactamente este distanciar do mundo político e governativo que jogou contra si nos debates, nos quais demonstrou não ter as capacidades governativas necessárias para ser um bom PR. Digamos que lhe faltam algumas bases no meio.

Francisco Lopes
Manteve-se fiel ao seu partido e sabe bem em que sociedade vive (numa de segregação de classes que abusam umas das outras). Porém, ninguém espera que se afirme. Eu acredito que está apenas correr pela segunda volta nas presidenciais e pela liderança do seu partido.

Defensor Moura
Não me inspirou confiança quando afirmou que é seu desejo “reduzir a corrupção com a regionalização” e, em relação a isto, todos sabemos que com os mecanismos de corrupção e o carácter moral dos nossos governantes, uma medida destas apenas tornaria a corrupção mais acessível aos poderes regionais.

José Manuel Coelho
Parece o bobo da corte e pergunto-me se estará a querer disputar o lugar com Santana Lopes. Sinceramente, considero esta candidatura disparatada e com um único propósito: fazer-se ouvir para ganhar na Madeira.

Posto isto, resta-nos votar por um mal menor.


PS – Pelas conversas de café sobre o assunto, a maioria das pessoas não está motivada, por isso resta-me, com tristeza, desejar que Cavaco Silva tenha mais de 50% dos votos para que isto acabe de uma vez e se poupem uns milhões com a segunda volta.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mariano Gago quer fechar cursos

Veio ontem a público pela voz do Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Mariano Gago), que 640 cursos vão fechar, ao longo dos próximos anos. Ainda pelas palavras de Mariano Gago, a redução acima referida terá lugar “antes de qualquer processo externo de acreditação e avaliação".
Um assombro!

É com espanto que leio tais palavras, pois, embora seja leiga no que se refere a este tipo de processos de avaliação, não compreendo como se veda o acesso a um curso sem antes avaliar as suas mais-valias (qualidade cientifica, pedagógica, oportunidades de emprego). Ou será a avaliação destes cursos um acto meramente político e burocrático?
Tal afirmação leva-me a crer que há cursos, de escolas com menos dimensão e peso, que já se encontram condenados.

Sou de opinião que os cursos existentes devem traduzir o que o mercado de trabalho necessita em recursos humanos e conhecimento técnico, não só pelos fundos empregues pelo Estado ao Ensino Superior que agora se vêem mal canalizados, mas também pelo empenho dos próprios jovens que acabam por no fim das suas licenciaturas se depararem com uma afirmação profissional utópica, pois o mercado de trabalho não requer as suas habilitações.

É um facto que há cursos a mais, mas se este problema actualmente existe é devido, principalmente, à falta de auto-regulação por parte do Estado (facto que Mariano Gago se esqueceu de referenciar) e à má interpretação do Processo de Bolonha. Caso houvesse uma organização da legislação no que diz respeito a esta temática, não teria ocorrido uma proliferação de cursos, pois haveria um processo de avaliação dos mesmos antes da sua acreditação e não sendo necessários, como se vem agora a verificar, não seriam sequer abertos.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Madeira, várias desgraças

A catástrofe na Madeira foi provocada pela forte chuva que deu origem a correntes de água que arrastaram tudo o que encontraram, tendo provocado um elevado nível de destruição, caos e morte. Pelas imagens, eu diria que mais parece que a Natureza se revoltou e quis engolir tudo.

Enquanto Alberto João Jardim assegurava a preparação de um pedido de apoio a Bruxelas, o Governo fazia saber que havia colocado todos os meios financeiros ao dispor da Madeira e, posteriormente, juntos definiram o plano de ajudas para a região. Houve também uma imediata união social, após se verem as imagens que chegavam da Madeira, tendo sido abertas várias contas bancárias para depósitos de donativos.
O povo madeirense começou já a mobilizar-se e organizar-se, para começar a limpar ruas, retirar destroços, restituir a beleza à ilha e retomar a sua vida normal. É notável o espírito lutador destas pessoas!

Até ao momento, estão contabilizadas 48 mortes, 32 desaparecidos e centenas de desalojados. Pensando nestes números, é impossível não pensar nas causas desta catástrofe e nas atrocidades ambientais que a ilha sofreu. Se por um lado é verdade que o volume de água atingiu níveis elevadíssimos, é verdade também que desflorestaram encostas, encanaram ribeiras e permitiram construções em leito de cheia.
Em relação à chuva é impossível travá-la e não podemos a levar ao banco dos réus, mas a quem permitiu que toda esta água não encontrasse resistência, através dos meios anteriormente referidos, a esses podemos atribuir culpas.
Posto isto, concluo que, para além do óbvio, é necessário repor a permeabilidade dos solos e restituir leitos de cheia, sendo isto possível através do plano de ordenamento do território.

Tenho ainda de referir que me indigna o aproveitamento político desta situação, pois é completamente despropositado que os vários partidos venham fazer alarido e se mostrem solidários só para ficarem bem-vistos. Isto prova que, para além de vampiros, os políticos são uns mentecaptos sem coração e sem escrúpulos para quem até a desgraça alheia é motivo para fazer política.
Hoje vejo-me obrigada a concordar com o nosso Presidente da República: “Deixem trabalhar o Governo!”.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Casamento homossexual e adopção

O casamento homossexual foi matéria discutida no parlamento português no passado dia 8, mas muito se escreveu/escreve/escreverá sobre a temática.

No meio da polémica ficar-me-á na memória a seguinte pérola, dita por um qualquer homossexual, numa reportagem da TSF sobre a possibilidade de ocorrer um referendo subordinado ao casamento homossexual: “as maiorias não devem opinar sobre os direitos das minorias”. Nem comento tal frase, mas deixo aqui explícito que referendar sobre isto era não ter pena dos cofres do Estado.

Em relação ao casamento propriamente dito, já o CDS-PP tinha alertado que a forma como o tema estava a ser conduzido levaria a que, eventualmente, o PS fosse “obrigado” a incluir a adopção na lei. Eu anui, na altura, em concordância.

A intenção original era legislar o casamento tornando-o possível independentemente da orientação sexual. Se é certo que a legislação relativa à possibilidade de contrair matrimónio acaba com a desigualdade de direitos; é também necessário referir que, constitucionalmente, qualquer casal tem o direito de adoptar e ao vedar este direito estamos a criar, novamente, uma desigualdade de direitos. Não precisamos do Sr. Marcelo Rebelo de Sousa para concluir isto, é uma questão de lógica.
Há quem argumente que o casamento e a adopção são coisas diferentes e devem ser tratadas de maneiras diferentes. Não duvido, mas daí a entrarmos em actos discriminatórios sem sequer termos debatido a questão e zelando pelo interesse de alguns ao invés de zelar pelo interesse da criança, parece-me demasiado pretensioso.

Numa coisa o Sr. Marcelo Rebelo de Sousa tem razão, com o chumbo por parte do Tribunal Constitucional, gerar-se-á um novo centrar de atenções num tema que em nada tem haver com as preocupações que deveriam ser consideradas em relação ao país. Ou não tivesse Portugal mergulhado numa conjuntura económica sufocante.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Governo e Professores...

… lançaram fumo branco, no passado dia 8.
Após o impasse negocial, finalmente, o Governo e os sindicatos chegaram a acordo sobre o Estatuto da Carreira Docente e o Modelo de Avaliação da classe. Como em qualquer negociação, houve um conjunto de cedências de ambas as partes, o que apenas veio provar que a arrogância de Maria de Lurdes Rodrigues foi um enorme erro, que se prolongou quatro longos anos.

Não conheço o conteúdo do acordo, mas considero-o positivo pelo simples facto dos professores deixarem de ter motivos para continuar com a desestabilização do ensino português, saindo por isso os alunos beneficiados.
No entanto, não podemos esquecer que nem tudo são rosas. São mais de 80% os professores classificados com “Bom”, o que levanta duas questões pertinentes perante uma percentagem tão elevada: Será que o modelo de avaliação foi corrigido? Onde vai o Governo cortar no Orçamento de Estado para arcar com o compromisso que assumiu? Se a Educação e a Escola ganharem com este acordo aí este já terá valido a pena, embora talvez o custo seja descomunal.

Independentemente disto, depois de ter marcado de forma negativa a legislatura anterior, este é um assunto que em grande parte já está resolvido.

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