Parece que os McCann continuam a esmiuçar tudo o que lhes é possível na tentativa de angariar mais alguns dos nossos euros, que supostamente serão investidos no nobre objectivo de procurar a sua filha (Maddie), ou seja, numa causa perdida.
Durante a passada semana a Sra. Advogada do casal McCann apresentou mais uma queixa, desta vez contra a TVI, alegando que a estação de televisão violou o segredo de justiça quando promoveu a tese defendida no documentário e no livro “Maddie – a verdade da mentira”, ambos alvos de uma providência cautelar. Não obstante, a Sra. Advogada entende que foram cometidas “infâmias e injúrias” contra o casal.
Essas “infâmias e injúrias” devem também englobar o facto de o casal ter abandonado os seus filhos para ir jantar com os amigos, não deixando ninguém a supervisionar as crianças e, consequentemente, responsável pelas mesmas. Negligenciaram não só a supervisão das crianças como ainda as drogaram, através de fármacos, para que permanecessem a dormir e não os aborrecessem durante a noite que prometia ser divertida. Isto, só por si revela uma extrema falta de carácter!
Para além disto, convém lembrar ainda que o casal deveria ter sido presente ao tribunal para responder pelos crimes de negligência e abandono em 72h, mas tal não se sucedeu. Ao invés, o Ministro da Justiça que exercia naquela época optou por os enviar para Londres, ainda antes de os olhares da polícias ou públicos darem conta do sucedido.
O que deveria estar na barra do tribunal era o apuramento não só do que ocorreu naquela noite, mas também a punição dos pais pela forma como procederam para com as crianças. Posto isto, resta-me apenas dizer que todos nos queixamos que a justiça não funciona em Portugal, mas parece que também não funciona em Inglaterra, visto que por lá o caso até foi abafado.
Os McCann deviam ter vergonha pela atitude que tomaram na altura e pelo comportamento que apresentam ainda hoje e a Sra. Advogada devia ter vergonha por estar a defender este caso, que se revela despropositado e interesseiro.
Deixo uma última questão: e se os McCann fossem portugueses?
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