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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Troque os Maias pela Meyer

Num acesso de genialidade e boa vontade, a FNAC lançou a campanha "A cultura renova-se", através da qual oferece um vale de cinco euros por cada livro, CD ou DVD usado que seja entregue, sendo que o fruto da recolha é destinado à AMI. Uma ideia agradável para a AMI e para os nossos bolsos, não fosse o facto de o slogan de campanha ser: "Troque os Maias pela Meyer”.

 O placard promocional "Troque os Maias pela Meyer"


A minha reacção imediata foi semelhante à de centenas de portugueses que associaram a esta frase uma desvalorização e um enorme desrespeito pela cultura e pelos autores nacionais, eu diria que considerei ultrajante e humilhante a comparação (e para tudo isto já chega o acordo ortográfico). Só depois notei que a mesma campanha indicava a troca da Pink! pelos Floyd e voltei a centrar-me na mensagem que a FNAC pretendia passar. Na verdade, o que se pretende é a troca por novos títulos e autores, porque as obras que são publicadas hoje devem ser tidas em conta, de forma a podermos descobrir os Eça dos tempos modernos.

Para além disto, no meio de toda esta história, o que mais me enfureceu foi o facto de centenas de pessoas partilharem a sua indignação e defenderem Eça de Queirós, como se do seu autor preferido se tratasse e, no entanto, nem um quarto destas leu “Os Maias” (ou se leu foi só o resumo porque o livro era de leitura obrigatória). Numa palavra: vergonhoso!

Eça ter-se-ia rido.

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Arte em crise

Se a humanidade está em crise, é natural que isso se reflicta nas várias esferas que compõem o nosso mundo. Por isso, quase posso afirmar que, em consequência desta mesma crise mundial, também a arte se encontra em crise. Esta dedução advém do facto de a arte ser, no fundo, uma obra que reflecte a projecção do ser humano.
Falando de arte, para além da crise que assola este domínio, denota-se uma gradual predominância da arte que domina através da captação da atenção pela beleza agradável, que, por ser geral, é compreensível e apreciável.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O Cinema

O cinema é uma expressão artística (aquela que, a par da música, tem mais visibilidade), mas será realmente uma arte nos tempos que correm?
A verdade é que a diferença entre o cinema nos seus primórdios e a actualidade é ensurdecedora!

Não sou uma expert, mas até meados da década de 90 existia uma notória preocupação em relação a todos os componentes dos filmes (com o roteiro, com os actores, com a mensagem que o filme comunicava e com a forma como essa mensagem era entendida pelo público). Inicialmente o cinema abordava temas como a amizade, o arrependimento, o perdão, a coragem e a perseverança; talvez por isso os filmes da época tenham emocionado e marcado um grupo tão abrangente de pessoas e se tenham tornado eternos.
São exemplos: “O nome da rosa”, “A vida é bela”, “Sociedade dos poetas mortos”, “Génio indomável” e “O fabuloso destino de Amélie Poulain”.

Actualmente os filmes são, na sua maioria, desprovidos de inteligência, estandardizados e com piadas que chegam a ser repetitivas e até ofensivas, demonstrando que os directores apenas pretendem lucro e popularidade. Torna-se assim necessária uma elevada dose de bom senso e alguma sorte para encontrar algumas boas películas.

Este ano, as fitas de celulóide estão repletas da nova “fórmula para o sucesso”. Quero com isto dizer que as estreias do presente ano quase se resumem a uma lista de remakes de filmes e séries dos anos 80 e de adaptações de videojogos e heróis da Marvel.
Na minha opinião, as duas únicas surpresas originais foram as de Tim Burton (“Alice no País das Maravilhas”) e Spike Jonze (“Sítio das coisas selvagens”), que trabalharam dois clássicos infantis, acabando por os transformar em clássicos do cinema.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro

Comemorou-se hoje o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, naquela que é uma data simbolicamente escolhida em honra de grandes escritores (Miguel de Cervantes e William Shakespeare) que faleceram neste dia.

Todos os anos são realizadas diferentes iniciativas que têm como objectivo a promoção do gosto pela leitura; não obstante, relembram-nos algo que muitas vezes nos passa despercebido: os livros. O evento mais cativante este ano foi executado pela Livraria Bertrand que evocou o jogo colectivo “cadáver esquisito” ao colocar, no Chiado, um livro com cerca de dois metros de altura.
Neste livro gigante, Francisco José Viegas escreveu o primeiro parágrafo de uma história. Espera-se agora que os transeuntes leiam o parágrafo e se sintam impelidos a continuar a narrativa como lhes aprouver. O produto final constante neste livro será, tal como no jogo anteriormente referido, fruto de um trabalho colectivo com origem em várias mentes, através do seguimento de frases.


É oportuno relembrar que se aproxima a 80.ª edição da Feira do Livro de Lisboa - a realizar no Parque Eduardo VII, de 29 Abril a 16 de Maio - naquela que é uma excelente oportunidade para adquirir livros com 50% de desconto.
Não posso deixar de referir os concertos (do jazz ao hip hop), os debates que englobam temas variados (da monarquia à literatura infantil) e as sessões de autógrafos de escritores (Sveva Casati Modignani, Robert Muchamore, Paul Hoffman, Ricardo M. Salmón, Dorothy Koomson, Luis Sepúlveda e Ricardo Pinto).

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O estranho mundo de Tim Burton

Uma retrospectiva do trabalho de Tim Burton está a decorrer em Nova Iorque, através de uma exposição com 700 peças que demonstram que tudo é possível no seu mundo interior. As peças (fotografias, desenhos, filmes, storyboards, maquetas, bonecos, esculturas, roupas), todas fruto do seu espírito inventivo, demonstram de que forma Burton vê, não só o seu mundo, mas também um mundo em que as personagens são apenas sobreviventes num mundo sem afecto ou distorcido.

Acho inconcebível que hajam pessoas que não considerem Burton maravilhoso, como realizador e como artista. Os seus filmes e os desenhos que lhes deram origem (ou vice-versa), são autênticas obras de arte inesquecíveis ou não fossem as suas personagens fortes e encantadoras, embora cadavéricas, como as criadas para “The nightmare before Christmas” ou “Corpse bride”.
Sem dúvida, é um génio com uma visão única!

Considero “The nightmare before Christmas” uma masterpiece, que recomendo vivamente!
Para mim, basta ver o seu nome que já sei que a probabilidade de adorar o filme é elevada, até porque a sua criatividade artística impressiona-me.

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