sábado, 11 de setembro de 2010

Rentrée

Julho foi um mês atribulado, Agosto mostrou-se preenchido e cheguei, assim, a Setembro com o blogue parado durante demasiado tempo. Mas o mundo não parou, as notícias continuaram a surgir (embora demasiado repetitivas) e a vida tem decorrido com a normalidade possível.
A "normalidade possível" é algo estranho para definir o último mês e meio, tendo em conta que alguns planos foram adiados e surgiram problemas impensáveis, não só pela sua improbabilidade, mas também pela sua gravidade.

O importante é que, com tempo, empenho e depois de algumas dores de cabeça exacerbadas, tudo pode voltar ao seu ciclo normal e, tendo em conta os desenvolvimentos que ocorreram nos últimos dias, posso até encarar Setembro como uma verdadeira rentrée. Uma rentrée, não no sentido da re-entrada ou do regresso, mas sim no sentido de encarar tudo o que se passou como um passo necessário para esta nova fase.
É altura de reanalisar situações, dedicar-me a outros projectos, delinear quais os caminhos a seguir e como percorrê-los.

No meio de tudo o que aconteceu, está a decorrer e se aproxima, algo se mantém: a atitude!


Nota: creio ser preferível não existirem referências ao jogo contra a Espanha no Mundial 2010. Sim, ainda estou envergonhada!

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bad runs e confiança

Calham a todos! Não conheço um único jogador de póquer que não tenha já passado por isto, no entanto, poucos são aqueles que se mantêm confiantes quando as há.

Por vezes, os bad beats são numa quantidade considerável e sucedem-se durante tantos dias que os jogadores começam a perder a confiança em si mesmos. Como é óbvio todo este stress afecta o jogador psicologicamente e ataca directamente a sua confiança, deixando-o mais débil. Isto pode, de facto, ser tão significativo que o jogador, num acto de desespero, pode cometer erros gravíssimos e fazer jogadas consideradas incorrectas, tornando todo este ciclo vicioso.

Quando a falta de sorte ou o extremo azar parecem fazer com que tudo corra mal na mesa, a confiança acaba por, na minha opinião, assumir um papel fundamental no equilíbrio do jogador, tanto na sua forma de jogar como a nível psicológico. Esta é, sem dúvida alguma e por excelência, uma altura em que qualquer jogador enfrenta um teste de habilidade no que se refere ao jogo e ao seu comportamento, sendo estes os factores decisivos para o seu sucesso.

Thomas Keller afirmou, e eu concordo plenamente, que “ter confiança é uma das maiores características que um jogador consistente de póquer pode ter”, sem ela os jogadores, tanto pelos erros como pelas jogadas incorrectas, tornam-se inconstantes. Porquê? Porque deixam de ser efectivos, para se tomarem extremamente emotivos, oscilando entre a agressividade e a passividade, e isto não é benéfico.

Pior do que perder a confiança é não conseguir recuperá-la. De facto, a sua recuperação revela-se bastante importante, embora muito difícil. O normal é os jogadores fazerem uma pausa, que se pode traduzir em dias ou mesmo meses, afastando-se do jogo quase para esquecer o sucedido e sarar feridas, porém outros insistem em continuar a jogar, recuperando a confiança através das pequenas vitórias.
Pessoalmente, é-me mais viável continuar a jogar, no entanto faço-o em mesas mais softs (como forma de defesa a todos os níveis) e alio a isto um stop-loss pouco generoso.


Nota: Há uma razão especial para voltar a escrever hoje e falar especificamente de póquer: o Tacuara ganhou o primeiro lugar no PokerStars Solverde Poker Season #7, depois de meses embrenhado numa bad run demasiado longa. Mais uma vez expresso a minha felicidade pela sua conquista e endereço-lhe um enorme beijo pela vitória.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal 0 - 0 Brasil

Jogo
Na primeira parte, foi o Brasil quem “comandou” e ainda conseguiu fazer-nos tremer duas vezes.
Na segunda parte, foi Portugal que controlou o jogo, mas as tentativas não passaram disso mesmo e não conseguimos concretizar o golo, embora a nossa desenvoltura tenha deixado o adversário algo inquieto. Por parte do Brasil, apenas houve um lance de perigo já no fim do tempo regulamentar, mas excelentemente defendido.
Este foi um jogo que não deslumbrou ninguém, mas já se esperava que algo deste género ocorresse!


Jogador
Desta vez tenho de dar os parabéns à equipa!


Treinador
Gostei da sua pose no início da segunda parte, bastante confiante nas alterações que tinha feito em relação à disposição dos jogadores no campo e do facto de aparentemente ter abandonado a apatia inicial que se mantinha durante os 90 minutos das partidas.


A verdade é que chegámos ao fim desta fase com sete golos marcados e nenhum golo sofrido. Passámos à próxima fase e esta passagem foi merecida, não só pela relação de golos marcados/sofridos com o ataque/defesa que superaram todas as expectativas, mas também pelo próprio evoluir da equipa.

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Eu III

Sou aquilo que muitos queriam conseguir ser, porque sou o que quero ser. Sou eu e gosto!

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal 7 - 0 Coreia do Norte

O jogo
É um facto que inicialmente não fomos supremos, mas estivemos muito melhores e conseguimos mostrar um futebol superior ao da estreia frente à Costa do Marfim.
Portugal fez questão de evidenciar que entrou no jogo para marcar cedo e durante os 94 minutos de jogo, os jogadores mostraram-se ofensivos e promoveram sempre a subida em campo (algo que não se verificou no jogo contra a Costa do Marfim). A Coreia do Norte demonstrou que também iria procurar o golo, mas Portugal controlou a maior parte do jogo.
O marcador foi inaugurado aos 29’ por Raul Meireles que já tinha tentado o golo algumas vezes, mas foi na segunda parte que o povo das quinas respirou de alívio e foi levado ao rubro com uma sequência de golos inigualável (53’ por Simão; 56’ por Hugo Almeida, 60’ por Tiago 81’ por Liedson, 88’ por Cristiano Ronaldo e 89’, novamente, por Tiago). Portugal superou, assim, a maior goleada neste Mundial, detida pela Alemanha sobre a Austrália (4-0).
Fazendo as contas, Portugal tem agora 9 golos de diferença sobre a Costa do Marfim, o que por si só dá uma excelente “almofada” e, como tal, podemos afirmar que já passámos à próxima fase e podemo-nos dar ao luxo de perder com Brasil. No entanto, todos esperamos no mínimo um empate!


Jogador
Fábio Coentrão continua a ser o jogador de maior destaque, mas a equipa em si esteve muito bem, existindo múltiplas jogadas colectivas, mais ou menos, bem conseguidas.


Treinador
Embora ainda de mãos nos bolsos, já não o senti tão passivo e distante (pelo menos exaltou-se, festejou, levou as mãos à cabeça, etc).

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sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago

Rebelde, crítico, duro, frontal, idealista, controverso, polémico, comunista, humanista...

Devido a todas estas qualidades, aquele que foi um dos melhores escritores portugueses, teve alguns inimigos ao longo da sua vida a nível político – pelo veto à candidatura de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” a Prémio Nobel e pelas suas intervenções públicas contra os EUA pela política de agressão, Israel pela ocupação dos territórios palestinianos e Cuba pela morte de opositores ao regime – e religioso – aquando da publicação de “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, considerado ofensivo para a tradição católica portuguesa, e mais recentemente por o escritor afirmar que a Bíblia "um livro de maus costumes”.

Como escritor experimentou todos os géneros de literatura e foi vencedor do Prémio Camões (1995) e do Prémio Nobel (1998). Relativamente à sua escrita propriamente dita, que muitos referem ser um atentado à gramática, apenas me aprouve dizer que é um estilo único deste autor e que pode tornar a leitura algo difícil, devido às suas frases longas e aos poucos parágrafos.

Recomendo os seus livros pelos momentos reflexivos que proporciona, mas advirto que é necessária sensibilidade e pensamento crítico para conseguir apreciar uma grande parte da sua obra, do seu legado.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mundial 2010: Costa do Marfim 0 - 0 Potugal

O jogo
Não revelou muito condimento e há excepção da jogada mais perigosa de todo o jogo, protagonizada por Cristiano Ronaldo aos onze minutos, que apenas resultou num remate ao poste da baliza da Costa do Marfim, nenhuma das equipas conseguiu rentabilizar a posse de bola e dar espectáculo.
Foi bastante equilibrado, mas denotou-se uma grande incapacidade de progressão por parte da equipa das quinas que nem sequer demonstrava grande iniciativa de ataque. Talvez isto ocorresse devido ao receio que se criou baseado na forma como o adversário jogou: recuado e a apostar num contra-ataque que cedo se revelou forte.
No fundo, as duas equipas tiveram medo de assumir o jogo. O empate revela-se assim justo, mas não nos deixa margem de manobra no jogo com a Coreia.


Jogador
Na minha opinião, o melhor jogador em campo foi Fábio Coentrão. Este homem mostrou-se um verdadeiro muro ao ataque da Costa de Marfim!


Treinador
No fim do jogo, fiquei com a nítida sensação que Carlos Queirós não viu o mesmo jogo que eu, pois referiu que “a Costa do Marfim não atacou” e ainda acrescentou que “foi um jogo entre dois favoritos” (?).
Do que vi a Costa do Marfim foi quem, inicialmente, mais lutou por um resultado que lhes valesse os três pontos, embora na segunda parte Portugal se tenha apresentado um pouco mais ofensivo. Quanto a favoritismos, desde quando é que Portugal é favorito neste Mundial?

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O Cinema

O cinema é uma expressão artística (aquela que, a par da música, tem mais visibilidade), mas será realmente uma arte nos tempos que correm?
A verdade é que a diferença entre o cinema nos seus primórdios e a actualidade é ensurdecedora!

Não sou uma expert, mas até meados da década de 90 existia uma notória preocupação em relação a todos os componentes dos filmes (com o roteiro, com os actores, com a mensagem que o filme comunicava e com a forma como essa mensagem era entendida pelo público). Inicialmente o cinema abordava temas como a amizade, o arrependimento, o perdão, a coragem e a perseverança; talvez por isso os filmes da época tenham emocionado e marcado um grupo tão abrangente de pessoas e se tenham tornado eternos.
São exemplos: “O nome da rosa”, “A vida é bela”, “Sociedade dos poetas mortos”, “Génio indomável” e “O fabuloso destino de Amélie Poulain”.

Actualmente os filmes são, na sua maioria, desprovidos de inteligência, estandardizados e com piadas que chegam a ser repetitivas e até ofensivas, demonstrando que os directores apenas pretendem lucro e popularidade. Torna-se assim necessária uma elevada dose de bom senso e alguma sorte para encontrar algumas boas películas.

Este ano, as fitas de celulóide estão repletas da nova “fórmula para o sucesso”. Quero com isto dizer que as estreias do presente ano quase se resumem a uma lista de remakes de filmes e séries dos anos 80 e de adaptações de videojogos e heróis da Marvel.
Na minha opinião, as duas únicas surpresas originais foram as de Tim Burton (“Alice no País das Maravilhas”) e Spike Jonze (“Sítio das coisas selvagens”), que trabalharam dois clássicos infantis, acabando por os transformar em clássicos do cinema.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

5 razões para gostar de póquer

1º - É rentável e nem precisam de investir muito;
2º - Todo o dinheiro é isento de impostos, ou seja, tudo o que ganharem é mesmo vosso (sem deduções, descontos, IRS, etc);
3º - É estimulante, tanto o jogo em si como a leitura que fazemos;
4º - Aprende-se a jogar e podemos aperfeiçoar o nosso jogo ao longo do tempo;
5º - É divertido!


Experiência pessoal
Comecei a jogar Texas Hold’em no inicio de 2008 e bastaram alguns meses para que, algo que fazia apenas por diversão, passasse a ser visto como uma forma de rentabilizar os meus tempos livres. Agora, volvidos dois anos, o póquer representa um investimento (rentável qb) que suporta todas as noitadas, os vícios, as férias, as extravagancias, etc.
Arrisquem! Invistam algum tempo a aprender as bases e vão surpreender-se!

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Daily life

By Ennokni


NOTA: O blogue não morreu, apenas não têm ocorrido acontecimentos relevantes (se não tivermos em consideração o constante bombardeamento feito pela comunicação social acerca de casos como a Casa Pia, etc).

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domingo, 9 de maio de 2010

Benfica Campeão (2009/2010)

"Boa noite, eu sou o Jorge Jesus.
Se eu podia viver sem vencer? Podia, mas não era a mesma coisa..."

Fomos a equipa que deu mais espectáculo ao longo do campeonato! Na grande maioria do jogos, tivemos atitude, soubemos fazer o nosso jogo e a única coisa que realmente falhou foi o controlo emocional, no jogo contra o Porto no Dragão. Somos os justos campeões, porque durante o campeonato não jogámos para não perder, como aliás fez o Sporting, mas sim para ganhar (como já referi aqui)!
Perseguíamos um ponto, mas conseguimos alcançar os três neste jogo contra o Rio Ave em que fomos claramente superiores.
Quanto ao Braga, falhou na Madeira e eu até agradeço!

Meus caros, estou a um passo de me tornar realmente cristã, porque hoje (mais do que nunca) acredito em Jesus...
Parece que vamos mesmo ter de "desinfestar depois de usar" o Marquês de Pombal.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Benfica de corda ao pescoço

No domingo passado o Benfica não fez a festa que tanto espera e o Porto ganhou (3-1). Foi um dérbi e houve golos, mas desengane-se quem pensa que o jogo foi intenso, porque não passou do vulgar. Foi notoriamente pobre tendo em conta as equipas, a história precedente e a conjuntura actual.

Olegário Benquerença executou uma arbitragem vergonhosa. Quis disciplinar, desde o princípio, mas acabou por mostrar consecutivos cartões mal assinalados (o do Dí Maria e do Fucile, são exemplos disso mesmo).

O Porto foi claramente superior, mas já era de esperar que eles se “esfarrapassem” neste jogo. Soube aproveitar o nervosismo do Benfica e fez um bom jogo.

O Benfica mais parecia o Sporting: sem chama, lento e passivo. Foi uma equipa pálida que não conseguiu desenvolver o seu jogo, devido em grande parte ao descontrolo emocional. Perdemos por culpa própria! Não houve um passe longo decente, pressão, desenvoltura e, nalguns minutos, quase parecia que o desespero de alguns jogadores fazia desaparecer a vontade de jogar.
O único golo surgiu de uma batalha de Luisão, que conseguiu a custo empurrar a bola para a baliza do Porto. O Benfica perdeu assim a oportunidade de garantir o título.

Estatisticamente, a probabilidade de o Benfica ser campeão é mais elevada, visto que apenas uma vitória do Braga conjugada com uma derrota do Benfica nos pode tirar a Taça. Todos estão confiantes na vitória, mas assusta-me a fragilidade emocional do Benfica, que já persegue “o ponto” há demasiado tempo, e o facto de se jogar tudo neste último jogo, o que por si só representa um perigo.

De qualquer forma, uma equipa com o nível futebolístico apresentado pelo Benfica, ao longo do campeonato, não devia ser campeão na última jornada. Não tirando mérito ao Braga, que se revelou uma surpresa, o justo vencedor da Taça é o Benfica, pelo jogo e pela atitude. Este ano a equipa começou a jogar para ganhar (antes jogava para não perder)!

Só espero que tenhamos de "desinfestar depois de usar" o Marquês de Pombal. É bom sinal que assim seja!

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domingo, 2 de maio de 2010

Um dia consagrado às Mães

Devíamos por isso lembrar-nos que...


... as Mães continuam a ser vítimas de discriminação no que respeita a oportunidades e carreiras profissionais, que existem muitas Mães adolescentes que ainda não sabem ser Mães mas já o são e que existem milhares de crianças e adolescentes institucionalizadas sem Mães.

... as Mães não se afastam dos seus filhos, nunca têm férias e não se reformam. Quando envelhecem, algumas, tornam-se Avós e, diz o povo, tornam-se assim Mães duas vezes.

... as mães devem ser, por tudo o que são, dão, fazem e representam, consideradas!



O melhor do Dia da (minha) Mãe

Tive o bom gosto de comprar uma flor para a minha Mãe. Quando a recebeu, podia-se ler numa pétala "Adoro-te" e num bilhete anexado "De todas as Mães no mundo tinha de me calhar a melhor!".

Sem dúvida alguma, o melhor deste dia foi ver o sorriso da minha Mãe, tão alegre, terno e comprazido. Um momento delicioso! Delicioso para ambas, pois o melhor do dia da minha Mãe foi o melhor do meu dia.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro

Comemorou-se hoje o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, naquela que é uma data simbolicamente escolhida em honra de grandes escritores (Miguel de Cervantes e William Shakespeare) que faleceram neste dia.

Todos os anos são realizadas diferentes iniciativas que têm como objectivo a promoção do gosto pela leitura; não obstante, relembram-nos algo que muitas vezes nos passa despercebido: os livros. O evento mais cativante este ano foi executado pela Livraria Bertrand que evocou o jogo colectivo “cadáver esquisito” ao colocar, no Chiado, um livro com cerca de dois metros de altura.
Neste livro gigante, Francisco José Viegas escreveu o primeiro parágrafo de uma história. Espera-se agora que os transeuntes leiam o parágrafo e se sintam impelidos a continuar a narrativa como lhes aprouver. O produto final constante neste livro será, tal como no jogo anteriormente referido, fruto de um trabalho colectivo com origem em várias mentes, através do seguimento de frases.


É oportuno relembrar que se aproxima a 80.ª edição da Feira do Livro de Lisboa - a realizar no Parque Eduardo VII, de 29 Abril a 16 de Maio - naquela que é uma excelente oportunidade para adquirir livros com 50% de desconto.
Não posso deixar de referir os concertos (do jazz ao hip hop), os debates que englobam temas variados (da monarquia à literatura infantil) e as sessões de autógrafos de escritores (Sveva Casati Modignani, Robert Muchamore, Paul Hoffman, Ricardo M. Salmón, Dorothy Koomson, Luis Sepúlveda e Ricardo Pinto).

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terça-feira, 20 de abril de 2010

A mordaça inglesa

O Tribunal manteve a providência cautelar ao livro e filme “Maddie – a verdade da mentira”, como já seria de esperar, pois os McCann foram dados como inocentes. Mas, ainda antes de se conhecer o veredicto, já Gonçalo Amaral se preparava para lançar um novo livro “A mordaça inglesa”. Intrigante? Talvez não…

Muitos opinam que ambos os livros constituem uma forma de defesa do seu bom nome, nos quais faz uso de informações viáveis (as contidas nos ficheiros da Polícia Judiciária) para se defender das “acusações” da imprensa e dos próprios pais da criança.
Na minha opinião, isto não passa de um circo e este senhor foi perspicaz o suficiente para se aproveitar da situação, até porque nada acrescentou ao que já se sabia, nada foi provado e apresenta apenas um conjunto de suposições em que implica os pais. Palpita-me ainda que enquanto o caso for mediático, Gonçalo Amaral continuará a publicar os seus livros e apenas o Povo não se apercebe disso mesmo.

Talvez o grande problema do Povo seja continuar a ver sempre bons e maus em todos os casos, não lhes ocorrendo que podem ser, por exemplo, todos maus.
Neste caso, em concreto, ocorreu isso mesmo: os pais foram inconscientes e irresponsáveis, os políticos manipuladores e a justiça cega. A única inocente foi mesmo a pequena Maddie.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Parabéns aos cientistas do CERN

Uma breve nota apenas para dar os parabéns, ainda que atrasados, aos cientistas do CERN envolvidos no projecto do LHC (o acelerador de partículas), que conseguiram, após duas décadas de preparação, acelerar dois feixes de partículas, obtendo as primeiras colisões de partículas a altas energias nunca antes alcançadas pelo Homem.

Estão agora, possivelmente, criadas as condições para recriar o Universo após o Big Bang, permitindo um maior conhecimento sobre a constituição da matéria ao mais ínfimo pormenor. Ou seja, deu-se início a uma nova etapa naquela que é a exploração da física e que nos poderá permitir aceder a respostas para grandes questões como: a existência da partícula de Higgs; de que é feita realmente a matéria; o que é a matéria escura e a energia escura.

Ao que parece eu (tal como outros) tinha razão e não foi o fim do mundo como alguns temiam. É agora visível que as suposições da criação de um buraco negro, através da experiência, se revelaram infundadas.

Parabéns a todos, em especial ao portugueses que integraram a equipa!

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mariano Gago quer fechar cursos

Veio ontem a público pela voz do Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Mariano Gago), que 640 cursos vão fechar, ao longo dos próximos anos. Ainda pelas palavras de Mariano Gago, a redução acima referida terá lugar “antes de qualquer processo externo de acreditação e avaliação".
Um assombro!

É com espanto que leio tais palavras, pois, embora seja leiga no que se refere a este tipo de processos de avaliação, não compreendo como se veda o acesso a um curso sem antes avaliar as suas mais-valias (qualidade cientifica, pedagógica, oportunidades de emprego). Ou será a avaliação destes cursos um acto meramente político e burocrático?
Tal afirmação leva-me a crer que há cursos, de escolas com menos dimensão e peso, que já se encontram condenados.

Sou de opinião que os cursos existentes devem traduzir o que o mercado de trabalho necessita em recursos humanos e conhecimento técnico, não só pelos fundos empregues pelo Estado ao Ensino Superior que agora se vêem mal canalizados, mas também pelo empenho dos próprios jovens que acabam por no fim das suas licenciaturas se depararem com uma afirmação profissional utópica, pois o mercado de trabalho não requer as suas habilitações.

É um facto que há cursos a mais, mas se este problema actualmente existe é devido, principalmente, à falta de auto-regulação por parte do Estado (facto que Mariano Gago se esqueceu de referenciar) e à má interpretação do Processo de Bolonha. Caso houvesse uma organização da legislação no que diz respeito a esta temática, não teria ocorrido uma proliferação de cursos, pois haveria um processo de avaliação dos mesmos antes da sua acreditação e não sendo necessários, como se vem agora a verificar, não seriam sequer abertos.

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domingo, 4 de abril de 2010

A Paixão de Cristo



A palavra ‘paixão’ no seu étimo significa ‘sacrifício’, sendo que a crucificação é considerada a maior de todas as paixões. Quanto ao filme é uma história pura e simples que todas as pessoas conhecem: Jesus Cristo foi apanhado junto às azinheiras, condenaram-no, pregaram-no, a mãe chorou e o filho ressuscitou.

Na altura do seu lançamento, apenas uma das várias críticas que li fazia uma apreciação positiva ao filme, todos os outros críticos faziam notar que o realizador ultra-católico se manteve tão doentio na sua apreciação do sangue que se esqueceu do valor espiritual da mensagem cristã. Houve quem escrevesse que o filme tinha-os deixado vazios e revelava-se sem impacto algum. No entanto, os críticos têm um problema: adoram formar as suas opiniões no espaço que vai da porta do cinema até à porta do carro.

Quando vi o filme estava certa que seria uma autêntica perda de tempo, mas acabei por me deixar levar e flutuar numa obra directa, implacável e apaixonada, que explora a história simples de um homem especial que estava disposto a morrer pela humanidade. Mas é verdade que, com todas aquelas torturas, flagelações e execução final, o filme é algo violento.

Pode ser um pouco gore, mas tomei agora consciência  de uma bela comparação que relaciona o visionamento deste filme com o dia em que nasci, pois existem semelhanças nos eventos: dei comigo num compartimento escuro, de repente apareceu um raio de luz, depois começou a jorrar muito sangue durante muito tempo e desde então a minha vida tem sido feita de provações. Mas não sou a única!

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Um pedido de desculpas

Sim, é lamentável o meu afastamento da blogosfera.

Inicialmente a ausência deveu-se aos exames universitários, que decorreram na primeira quinzena do presente mês; posteriormente a ausência manteve-se devido a um jogo que muitos com certeza conhecem, mas que apenas este último mês tive oportunidade de explorar.

O meu comportamento pode ser repreensível, pois tinha definido um objectivo, relacionado com a regularidade com que iria publicar, que efectivamente não cumpri (em relação a isto já alguém me tentou descompor). Agradeço, no entanto, a essa pessoa e aos que demonstraram preocupação e apreço, tanto pelo blogue como pelo meu estado de saúde que suposeram estar debilitado.

Por último, oferece-me referir que o blogue voltará à sua actividade normal, no decorrer do próximo mês.

Obrigado e até breve!

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Madeira, várias desgraças

A catástrofe na Madeira foi provocada pela forte chuva que deu origem a correntes de água que arrastaram tudo o que encontraram, tendo provocado um elevado nível de destruição, caos e morte. Pelas imagens, eu diria que mais parece que a Natureza se revoltou e quis engolir tudo.

Enquanto Alberto João Jardim assegurava a preparação de um pedido de apoio a Bruxelas, o Governo fazia saber que havia colocado todos os meios financeiros ao dispor da Madeira e, posteriormente, juntos definiram o plano de ajudas para a região. Houve também uma imediata união social, após se verem as imagens que chegavam da Madeira, tendo sido abertas várias contas bancárias para depósitos de donativos.
O povo madeirense começou já a mobilizar-se e organizar-se, para começar a limpar ruas, retirar destroços, restituir a beleza à ilha e retomar a sua vida normal. É notável o espírito lutador destas pessoas!

Até ao momento, estão contabilizadas 48 mortes, 32 desaparecidos e centenas de desalojados. Pensando nestes números, é impossível não pensar nas causas desta catástrofe e nas atrocidades ambientais que a ilha sofreu. Se por um lado é verdade que o volume de água atingiu níveis elevadíssimos, é verdade também que desflorestaram encostas, encanaram ribeiras e permitiram construções em leito de cheia.
Em relação à chuva é impossível travá-la e não podemos a levar ao banco dos réus, mas a quem permitiu que toda esta água não encontrasse resistência, através dos meios anteriormente referidos, a esses podemos atribuir culpas.
Posto isto, concluo que, para além do óbvio, é necessário repor a permeabilidade dos solos e restituir leitos de cheia, sendo isto possível através do plano de ordenamento do território.

Tenho ainda de referir que me indigna o aproveitamento político desta situação, pois é completamente despropositado que os vários partidos venham fazer alarido e se mostrem solidários só para ficarem bem-vistos. Isto prova que, para além de vampiros, os políticos são uns mentecaptos sem coração e sem escrúpulos para quem até a desgraça alheia é motivo para fazer política.
Hoje vejo-me obrigada a concordar com o nosso Presidente da República: “Deixem trabalhar o Governo!”.

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