segunda-feira, 31 de maio de 2010

Daily life

By Ennokni


NOTA: O blogue não morreu, apenas não têm ocorrido acontecimentos relevantes (se não tivermos em consideração o constante bombardeamento feito pela comunicação social acerca de casos como a Casa Pia, etc).

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domingo, 9 de maio de 2010

Benfica Campeão (2009/2010)

"Boa noite, eu sou o Jorge Jesus.
Se eu podia viver sem vencer? Podia, mas não era a mesma coisa..."

Fomos a equipa que deu mais espectáculo ao longo do campeonato! Na grande maioria do jogos, tivemos atitude, soubemos fazer o nosso jogo e a única coisa que realmente falhou foi o controlo emocional, no jogo contra o Porto no Dragão. Somos os justos campeões, porque durante o campeonato não jogámos para não perder, como aliás fez o Sporting, mas sim para ganhar (como já referi aqui)!
Perseguíamos um ponto, mas conseguimos alcançar os três neste jogo contra o Rio Ave em que fomos claramente superiores.
Quanto ao Braga, falhou na Madeira e eu até agradeço!

Meus caros, estou a um passo de me tornar realmente cristã, porque hoje (mais do que nunca) acredito em Jesus...
Parece que vamos mesmo ter de "desinfestar depois de usar" o Marquês de Pombal.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Benfica de corda ao pescoço

No domingo passado o Benfica não fez a festa que tanto espera e o Porto ganhou (3-1). Foi um dérbi e houve golos, mas desengane-se quem pensa que o jogo foi intenso, porque não passou do vulgar. Foi notoriamente pobre tendo em conta as equipas, a história precedente e a conjuntura actual.

Olegário Benquerença executou uma arbitragem vergonhosa. Quis disciplinar, desde o princípio, mas acabou por mostrar consecutivos cartões mal assinalados (o do Dí Maria e do Fucile, são exemplos disso mesmo).

O Porto foi claramente superior, mas já era de esperar que eles se “esfarrapassem” neste jogo. Soube aproveitar o nervosismo do Benfica e fez um bom jogo.

O Benfica mais parecia o Sporting: sem chama, lento e passivo. Foi uma equipa pálida que não conseguiu desenvolver o seu jogo, devido em grande parte ao descontrolo emocional. Perdemos por culpa própria! Não houve um passe longo decente, pressão, desenvoltura e, nalguns minutos, quase parecia que o desespero de alguns jogadores fazia desaparecer a vontade de jogar.
O único golo surgiu de uma batalha de Luisão, que conseguiu a custo empurrar a bola para a baliza do Porto. O Benfica perdeu assim a oportunidade de garantir o título.

Estatisticamente, a probabilidade de o Benfica ser campeão é mais elevada, visto que apenas uma vitória do Braga conjugada com uma derrota do Benfica nos pode tirar a Taça. Todos estão confiantes na vitória, mas assusta-me a fragilidade emocional do Benfica, que já persegue “o ponto” há demasiado tempo, e o facto de se jogar tudo neste último jogo, o que por si só representa um perigo.

De qualquer forma, uma equipa com o nível futebolístico apresentado pelo Benfica, ao longo do campeonato, não devia ser campeão na última jornada. Não tirando mérito ao Braga, que se revelou uma surpresa, o justo vencedor da Taça é o Benfica, pelo jogo e pela atitude. Este ano a equipa começou a jogar para ganhar (antes jogava para não perder)!

Só espero que tenhamos de "desinfestar depois de usar" o Marquês de Pombal. É bom sinal que assim seja!

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domingo, 2 de maio de 2010

Um dia consagrado às Mães

Devíamos por isso lembrar-nos que...


... as Mães continuam a ser vítimas de discriminação no que respeita a oportunidades e carreiras profissionais, que existem muitas Mães adolescentes que ainda não sabem ser Mães mas já o são e que existem milhares de crianças e adolescentes institucionalizadas sem Mães.

... as Mães não se afastam dos seus filhos, nunca têm férias e não se reformam. Quando envelhecem, algumas, tornam-se Avós e, diz o povo, tornam-se assim Mães duas vezes.

... as mães devem ser, por tudo o que são, dão, fazem e representam, consideradas!



O melhor do Dia da (minha) Mãe

Tive o bom gosto de comprar uma flor para a minha Mãe. Quando a recebeu, podia-se ler numa pétala "Adoro-te" e num bilhete anexado "De todas as Mães no mundo tinha de me calhar a melhor!".

Sem dúvida alguma, o melhor deste dia foi ver o sorriso da minha Mãe, tão alegre, terno e comprazido. Um momento delicioso! Delicioso para ambas, pois o melhor do dia da minha Mãe foi o melhor do meu dia.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro

Comemorou-se hoje o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, naquela que é uma data simbolicamente escolhida em honra de grandes escritores (Miguel de Cervantes e William Shakespeare) que faleceram neste dia.

Todos os anos são realizadas diferentes iniciativas que têm como objectivo a promoção do gosto pela leitura; não obstante, relembram-nos algo que muitas vezes nos passa despercebido: os livros. O evento mais cativante este ano foi executado pela Livraria Bertrand que evocou o jogo colectivo “cadáver esquisito” ao colocar, no Chiado, um livro com cerca de dois metros de altura.
Neste livro gigante, Francisco José Viegas escreveu o primeiro parágrafo de uma história. Espera-se agora que os transeuntes leiam o parágrafo e se sintam impelidos a continuar a narrativa como lhes aprouver. O produto final constante neste livro será, tal como no jogo anteriormente referido, fruto de um trabalho colectivo com origem em várias mentes, através do seguimento de frases.


É oportuno relembrar que se aproxima a 80.ª edição da Feira do Livro de Lisboa - a realizar no Parque Eduardo VII, de 29 Abril a 16 de Maio - naquela que é uma excelente oportunidade para adquirir livros com 50% de desconto.
Não posso deixar de referir os concertos (do jazz ao hip hop), os debates que englobam temas variados (da monarquia à literatura infantil) e as sessões de autógrafos de escritores (Sveva Casati Modignani, Robert Muchamore, Paul Hoffman, Ricardo M. Salmón, Dorothy Koomson, Luis Sepúlveda e Ricardo Pinto).

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terça-feira, 20 de abril de 2010

A mordaça inglesa

O Tribunal manteve a providência cautelar ao livro e filme “Maddie – a verdade da mentira”, como já seria de esperar, pois os McCann foram dados como inocentes. Mas, ainda antes de se conhecer o veredicto, já Gonçalo Amaral se preparava para lançar um novo livro “A mordaça inglesa”. Intrigante? Talvez não…

Muitos opinam que ambos os livros constituem uma forma de defesa do seu bom nome, nos quais faz uso de informações viáveis (as contidas nos ficheiros da Polícia Judiciária) para se defender das “acusações” da imprensa e dos próprios pais da criança.
Na minha opinião, isto não passa de um circo e este senhor foi perspicaz o suficiente para se aproveitar da situação, até porque nada acrescentou ao que já se sabia, nada foi provado e apresenta apenas um conjunto de suposições em que implica os pais. Palpita-me ainda que enquanto o caso for mediático, Gonçalo Amaral continuará a publicar os seus livros e apenas o Povo não se apercebe disso mesmo.

Talvez o grande problema do Povo seja continuar a ver sempre bons e maus em todos os casos, não lhes ocorrendo que podem ser, por exemplo, todos maus.
Neste caso, em concreto, ocorreu isso mesmo: os pais foram inconscientes e irresponsáveis, os políticos manipuladores e a justiça cega. A única inocente foi mesmo a pequena Maddie.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Parabéns aos cientistas do CERN

Uma breve nota apenas para dar os parabéns, ainda que atrasados, aos cientistas do CERN envolvidos no projecto do LHC (o acelerador de partículas), que conseguiram, após duas décadas de preparação, acelerar dois feixes de partículas, obtendo as primeiras colisões de partículas a altas energias nunca antes alcançadas pelo Homem.

Estão agora, possivelmente, criadas as condições para recriar o Universo após o Big Bang, permitindo um maior conhecimento sobre a constituição da matéria ao mais ínfimo pormenor. Ou seja, deu-se início a uma nova etapa naquela que é a exploração da física e que nos poderá permitir aceder a respostas para grandes questões como: a existência da partícula de Higgs; de que é feita realmente a matéria; o que é a matéria escura e a energia escura.

Ao que parece eu (tal como outros) tinha razão e não foi o fim do mundo como alguns temiam. É agora visível que as suposições da criação de um buraco negro, através da experiência, se revelaram infundadas.

Parabéns a todos, em especial ao portugueses que integraram a equipa!

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mariano Gago quer fechar cursos

Veio ontem a público pela voz do Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Mariano Gago), que 640 cursos vão fechar, ao longo dos próximos anos. Ainda pelas palavras de Mariano Gago, a redução acima referida terá lugar “antes de qualquer processo externo de acreditação e avaliação".
Um assombro!

É com espanto que leio tais palavras, pois, embora seja leiga no que se refere a este tipo de processos de avaliação, não compreendo como se veda o acesso a um curso sem antes avaliar as suas mais-valias (qualidade cientifica, pedagógica, oportunidades de emprego). Ou será a avaliação destes cursos um acto meramente político e burocrático?
Tal afirmação leva-me a crer que há cursos, de escolas com menos dimensão e peso, que já se encontram condenados.

Sou de opinião que os cursos existentes devem traduzir o que o mercado de trabalho necessita em recursos humanos e conhecimento técnico, não só pelos fundos empregues pelo Estado ao Ensino Superior que agora se vêem mal canalizados, mas também pelo empenho dos próprios jovens que acabam por no fim das suas licenciaturas se depararem com uma afirmação profissional utópica, pois o mercado de trabalho não requer as suas habilitações.

É um facto que há cursos a mais, mas se este problema actualmente existe é devido, principalmente, à falta de auto-regulação por parte do Estado (facto que Mariano Gago se esqueceu de referenciar) e à má interpretação do Processo de Bolonha. Caso houvesse uma organização da legislação no que diz respeito a esta temática, não teria ocorrido uma proliferação de cursos, pois haveria um processo de avaliação dos mesmos antes da sua acreditação e não sendo necessários, como se vem agora a verificar, não seriam sequer abertos.

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domingo, 4 de abril de 2010

A Paixão de Cristo



A palavra ‘paixão’ no seu étimo significa ‘sacrifício’, sendo que a crucificação é considerada a maior de todas as paixões. Quanto ao filme é uma história pura e simples que todas as pessoas conhecem: Jesus Cristo foi apanhado junto às azinheiras, condenaram-no, pregaram-no, a mãe chorou e o filho ressuscitou.

Na altura do seu lançamento, apenas uma das várias críticas que li fazia uma apreciação positiva ao filme, todos os outros críticos faziam notar que o realizador ultra-católico se manteve tão doentio na sua apreciação do sangue que se esqueceu do valor espiritual da mensagem cristã. Houve quem escrevesse que o filme tinha-os deixado vazios e revelava-se sem impacto algum. No entanto, os críticos têm um problema: adoram formar as suas opiniões no espaço que vai da porta do cinema até à porta do carro.

Quando vi o filme estava certa que seria uma autêntica perda de tempo, mas acabei por me deixar levar e flutuar numa obra directa, implacável e apaixonada, que explora a história simples de um homem especial que estava disposto a morrer pela humanidade. Mas é verdade que, com todas aquelas torturas, flagelações e execução final, o filme é algo violento.

Pode ser um pouco gore, mas tomei agora consciência  de uma bela comparação que relaciona o visionamento deste filme com o dia em que nasci, pois existem semelhanças nos eventos: dei comigo num compartimento escuro, de repente apareceu um raio de luz, depois começou a jorrar muito sangue durante muito tempo e desde então a minha vida tem sido feita de provações. Mas não sou a única!

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Um pedido de desculpas

Sim, é lamentável o meu afastamento da blogosfera.

Inicialmente a ausência deveu-se aos exames universitários, que decorreram na primeira quinzena do presente mês; posteriormente a ausência manteve-se devido a um jogo que muitos com certeza conhecem, mas que apenas este último mês tive oportunidade de explorar.

O meu comportamento pode ser repreensível, pois tinha definido um objectivo, relacionado com a regularidade com que iria publicar, que efectivamente não cumpri (em relação a isto já alguém me tentou descompor). Agradeço, no entanto, a essa pessoa e aos que demonstraram preocupação e apreço, tanto pelo blogue como pelo meu estado de saúde que suposeram estar debilitado.

Por último, oferece-me referir que o blogue voltará à sua actividade normal, no decorrer do próximo mês.

Obrigado e até breve!

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Madeira, várias desgraças

A catástrofe na Madeira foi provocada pela forte chuva que deu origem a correntes de água que arrastaram tudo o que encontraram, tendo provocado um elevado nível de destruição, caos e morte. Pelas imagens, eu diria que mais parece que a Natureza se revoltou e quis engolir tudo.

Enquanto Alberto João Jardim assegurava a preparação de um pedido de apoio a Bruxelas, o Governo fazia saber que havia colocado todos os meios financeiros ao dispor da Madeira e, posteriormente, juntos definiram o plano de ajudas para a região. Houve também uma imediata união social, após se verem as imagens que chegavam da Madeira, tendo sido abertas várias contas bancárias para depósitos de donativos.
O povo madeirense começou já a mobilizar-se e organizar-se, para começar a limpar ruas, retirar destroços, restituir a beleza à ilha e retomar a sua vida normal. É notável o espírito lutador destas pessoas!

Até ao momento, estão contabilizadas 48 mortes, 32 desaparecidos e centenas de desalojados. Pensando nestes números, é impossível não pensar nas causas desta catástrofe e nas atrocidades ambientais que a ilha sofreu. Se por um lado é verdade que o volume de água atingiu níveis elevadíssimos, é verdade também que desflorestaram encostas, encanaram ribeiras e permitiram construções em leito de cheia.
Em relação à chuva é impossível travá-la e não podemos a levar ao banco dos réus, mas a quem permitiu que toda esta água não encontrasse resistência, através dos meios anteriormente referidos, a esses podemos atribuir culpas.
Posto isto, concluo que, para além do óbvio, é necessário repor a permeabilidade dos solos e restituir leitos de cheia, sendo isto possível através do plano de ordenamento do território.

Tenho ainda de referir que me indigna o aproveitamento político desta situação, pois é completamente despropositado que os vários partidos venham fazer alarido e se mostrem solidários só para ficarem bem-vistos. Isto prova que, para além de vampiros, os políticos são uns mentecaptos sem coração e sem escrúpulos para quem até a desgraça alheia é motivo para fazer política.
Hoje vejo-me obrigada a concordar com o nosso Presidente da República: “Deixem trabalhar o Governo!”.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lucros do casal McCann

Quando o assunto estava “fresco” rendeu alguns milhões e depois disso, com a contínua divulgação das supostas procuras, entrevistas e processos, continuou a render. Ora vejamos o que poderão ganhar e o que já ganharam:
- Fundo “Find Madeleine” (só nos primeiros dez meses): 1,5 milhões de euros
- Processo à Sky News: 2,5 milhões de euros
- Processo a Gonçalo Amaral: 1,2 milhões de euros
- Processo à TVI: valor não purado
- Proposta filme: 1,15 milhões de euros
- Proposta de livro: valor não apurado
- Entrevistas: valor não apurado
- Várias angariações de verbas: valor não apurado

Este é um esquema bem montado e com o qual este casal obteve e poderá continuar a obter grande lucro, sendo esta sem dúvida uma maneira de ganhar dinheiro muito mais fácil do que qualquer um dos empregos que tinham e com a benesse de não terem qualquer trabalho.

Parece-me óbvio que existe uma constante procura, por parte deste casal, em atingir a maior soma de dinheiro possível.
Não concordam?


Nota: se possível averiguarei os restantes valores.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mais queixas dos McCann

Parece que os McCann continuam a esmiuçar tudo o que lhes é possível na tentativa de angariar mais alguns dos nossos euros, que supostamente serão investidos no nobre objectivo de procurar a sua filha (Maddie), ou seja, numa causa perdida.

Durante a passada semana a Sra. Advogada do casal McCann apresentou mais uma queixa, desta vez contra a TVI, alegando que a estação de televisão violou o segredo de justiça quando promoveu a tese defendida no documentário e no livro “Maddie – a verdade da mentira”, ambos alvos de uma providência cautelar. Não obstante, a Sra. Advogada entende que foram cometidas “infâmias e injúrias” contra o casal.

Essas “infâmias e injúrias” devem também englobar o facto de o casal ter abandonado os seus filhos para ir jantar com os amigos, não deixando ninguém a supervisionar as crianças e, consequentemente, responsável pelas mesmas. Negligenciaram não só a supervisão das crianças como ainda as drogaram, através de fármacos, para que permanecessem a dormir e não os aborrecessem durante a noite que prometia ser divertida. Isto, só por si revela uma extrema falta de carácter!

Para além disto, convém lembrar ainda que o casal deveria ter sido presente ao tribunal para responder pelos crimes de negligência e abandono em 72h, mas tal não se sucedeu.  Ao invés, o Ministro da Justiça que exercia naquela época optou por os enviar para Londres, ainda antes de os olhares da polícias ou públicos darem conta do sucedido.
O que deveria estar na barra do tribunal era o apuramento não só do que ocorreu naquela noite, mas também a punição dos pais pela forma como procederam para com as crianças. Posto isto, resta-me apenas dizer que todos nos queixamos que a justiça não funciona em Portugal, mas parece que também não funciona em Inglaterra, visto que por lá o caso até foi abafado.

Os McCann deviam ter vergonha pela atitude que tomaram na altura e pelo comportamento que apresentam ainda hoje e a Sra. Advogada devia ter vergonha por estar a defender este caso, que se revela despropositado e interesseiro.

Deixo uma última questão: e se os McCann fossem portugueses?

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sporting 1 - 4 Benfica

O Sporting e o Benfica vinham de dois jogos da Liga Sagres que em nada lhes favoreceu os respectivos percursos. Ora vejamos:

Sporting: a Académica venceu-o, impondo-lhe a terceira derrota em casa e agudizando a crise que o clube atravessa. Este deveria ter sido um jogo que servisse como tábua de salvação para o campeonato, mas revelou-se exactamente o contrário. O Sporting não merecia ganhar, mas teve oportunidades de golo que não soube aproveitar, bastando à Académica ser eficaz no pouco que fez.

Benfica: empatou com o V. Setúbal, mostrando-se longe do habitual nível de jogo. Sou benfiquista mas devo dizer que o Benfica não mereceu o empate! Este jogo foi um tiro no pé, por culpa nossa, e assim deixámos fugir 2 pontos que podem vir a ser cruciais, pois todos apregoam que estamos em 1º lugar, mas esquecem-se que temos um jogo de avanço e apenas um ponto de diferença do Braga.

...  ...  ...


Estes precedentes faziam-me adivinhar que na Carlsberg o Sporting lutasse com tudo o que tinha, pois já não tinha mais nada a conquistar (não contemos com a Liga Europa, pois o Everton deve estar mortinho para lhe cair em cima). Cheguei mesmo a ficar algo preocupada, confesso! Principalmente quando me apercebi que metade da equipa titular benfiquista não se encontrava presente para defrontar um Sporting que estava a jogar a sua última cartada.

Sporting x Benfica
Não fazia conta com um jogo assim. Ao ver o jogo, percebi que o Sporting tinha vontade de ir à final, mas que isso não chegava para vencer. Quanto ao Benfica não podia ter reagido melhor ao tropeção contra o Setúbal e até parecia, a certa altura, estar em jogo de treino com Jesus a corrigir e ensinar os novatos. Olhando para o jogo, fomos a equipa que geriu a posse de bola e conduziu a partida.

O primeiro passo para a vitória foi dado com a expulsão de JP que com aquela entrada quase lesionava o Ramires. Consequentemente ficámos em superioridade numérica e marcámos o primeiro golo. E porque quem via o jogo apercebia-se da clara superioridade do Benfica, após o segundo golo vimos os adeptos do Sporting a abandonar o estádio (vendo bem, o Sporting fez bem em limitar a venda dos bilhetes, caso contrário a humilhação seria ainda maior).
Após o segundo golo o Benfica parecia ter a vitória assegurada e baixou a guarda o suficiente para Liedson reduzir a vantagem no final da primeira parte, puxar pelos sportinguistas e deixar os benfiquistas a sofrerem um bocadinho nos dez minutos seguintes. No entanto, o sofrimento não durou muito mais tempo, pois a segunda parte foi só Benfica e com direito a mais dois golos, sendo apenas de assinalar o “errado” fora de jogo de Pongolle.

Bom: os golos marcados por David Luiz e Cardozo, dois dos 'culpados' pela miséria do empate no sábado frente ao Setúbal.
Mau: o individualismo repetido de Di María nalguns lances, quando o melhor era passar a bola.


O Benfica está na final de uma competição que venceu a época passada. Provavelmente vamos defrontar o Porto, o clube da fruta, mas isso só se confirmará (ou não) logo à noite.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ensaio sobre a cegueira

Partindo do pressuposto que toda a humanidade estaria cega, o livro leva-nos a indagar como se comportaria a sociedade, e nós próprios, caso existisse uma situação semelhante, que nos tornasse a todos vulneráveis. Perante uma tal desorganização e sendo emergente a imposição dos instintos de sobrevivência em detrimento dos valores básicos tidos como desejáveis e praticados actualmente, as pessoas assemelham-se mais a animais do que a humanos.

É impossível não temermos uma epidemia, imaginarmos como agiríamos ou como o medo faria vir à tona os instintos mais escondidos dos homens, levando-os a quebrar regras. Damos por nós a perguntarmo-nos se preferiríamos estar também nós cegos ou visualizar imagens horripilantes como os cães a devorar um cadáver de um homem. Para além disto, existe ainda um relato radiofónico que nos noticia o caos estabelecido no mundo e as atitudes que os governantes tomam, numa tentativa de isolar o problema e não de estudá-lo.

O livro transmitiu-me a ideia de que o mundo não está bem. De que nos vamos habituando às coisas más, dolorosas, perturbantes, e perdemos a sensibilidade, a capacidade de reagir às coisas más, de combatê-las. Este livro é, de uma maneira um tanto excessiva, a metáfora do medo real. O retrato tinha que ser duro, porque o mundo é duro e violento.

A obra faz-nos indagar se é assim que somos e aonde nos leva o caminho por onde vamos. Faz-nos reflectir sobre as relações entre o individual e o colectivo. Embora não apresente respostas para a maioria das questões colocadas.
É por esta reflexão contínua que nos é impingida pelo autor, que considero o livro sempre actual. As questões levantadas durante o percurso das personagens, sobretudo os comportamentos adoptados e a convivência entre pessoas que se se vissem não olhariam uma para a outra com um olhar ocasional, faz-nos reflectir e perguntar como é que nos podemos definir.

No fim, toda a alegria exaltada é substituída por uma conclusão interrogadora quando a mulher do médico diz que "vendo estamos cegos". O que nos leva a fazer a mesma pergunta ao longo dos tempos: é necessário cegar para que possamos "ver" cada um?

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bob Marley

A 6 de Fevereiro de 1945, na província de St. Ann, Jamaica, nasceu Robert Nesta Marley, conhecido como Bob Marley, aquele que mais contribuiu para difusão do reggae.

Quando em 1957 se mudou para Trenchtown, em Kingston, encontrou uma realidade marcada pela pobreza e pela violência, foi neste contexto social que o rei do reggae cresceu e se inspirou.

No final de 1961, foi integrante no grupo Wailing Wailers, com os quais gravou "Simmer Down", misturando o ska a uma letra baseada na linguagem utilizada pelos "rude boys", que passou a ser um hino entre a juventude jamaicana.
A partir daí, os Wailers tiveram dificuldades em ter as suas músicas executadas pelas rádios locais, já que estas argumentavam que as músicas eram feitas por "rude boys" rastafáris. Porém, apesar do preconceito, o grupo tornou-se cada vez mais popular na Jamaica e no estrangeiro, constituindo-se como a maior expressão musical entre os jovens. Acabaram, no entanto, por se separar.

Bob Marley passou a ser a principal voz em discos antológicos feitos com os remanescentes do grupo. Apesar das mudanças, os ideais e o conteúdo das letras do rei do reggae mantiveram-se e intensificaram-se. Nem a sua morte, a 11 de Maio de 1981 (aos 36 anos de idade), devido a um cancro generalizado, foi suficiente para calar os ideais deste mito.

A sua música e os seus ideais continuam vivos e são eternizados de geração em geração e é isso o que hoje podemos celebrar e valorizar. Só é pena não haver mais pessoas a defende-los e a praticá-los.

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

ETA em Portugal

José Manuel Anes, presidente do OSCOT, afirmou que a vivenda em Óbidos, identificada pelas autoridades portuguesas com material explosivo, era uma base da ETA e referenciou ainda que "não se excluiu a hipótese de haver mais uma ou outras casas em Portugal”.

Ainda à poucas semanas o Ministro da Administração Interna (Rui Pereira) referiu , aquando da operação que levou à captura de dois elementos da ETA em Torre de Moncorvo, que não havia bases da ETA em Portugal e que nem havia indícios disso. Agora é identificada esta vivenda e o presidente da OSCOT profere estas declarações.

Na altura a afirmação foi duvidosa. O Sr. Ministro baseou as suas afirmações apenas naquilo que o seu homólogo espanhol lhe disse e não em qualquer investigação. Rui Pereira afirmou à Renascença que “ele disse-me que não há indícios dessa natureza”.
Quem poderá confiar nas suas palavras de hoje em diante, Sr. Ministro?

Facto é que há muito tempo os espanhóis vinham a notificar-nos sobre isto e agora José Manuel Anes sublinha que o objectivo da ETA "é estabelecer uma base em Portugal”.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Eu II

Sou um hiato numa qualquer frase.
Talvez porque não sigo muitos padrões pré-estabelecidos e, mais importante que isto, tenho opiniões próprias sobre os mais diversos assuntos e quase sempre bem informadas e estruturadas.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Carvalhal rua!?

O Sporting atravessava o melhor período da temporada, tendo sido responsável por isso Carlos Carvalhal que impulsionou o crescimento da equipa no espaço de 2 meses. Atravessava até defrontar o Braga e o Porto!

Em relação ao Braga, o Sporting entrou bem, mas viu o Braga marcar de forma infeliz e defender a vantagem no marcador a partir desse momento. Liedson desta vez resolveu mal e nem Miguel Veloso conseguiu empatar. Pelo que fez o Sporting teria merecido o empate.
Com o Porto a história não se repetiu. O Porto mostrou-se muito ofensivo num jogo em que o Sporting se mostrou incapaz. Nem o golo de Izmailov tirou a equipa do buraco e com o terceiro golo do Porto a equipa ficou extremamente insegura e ineficaz. Perdeu e mereceu!


Falando do que me levou a redigir este texto: Carlos Carvalhal.

Herdou uma equipa numa situação complicada em vários parâmetros, mas é um facto que Carvalhal conseguiu recuperá-la em tempo viável para a esperança se reavivar em todo o clube. Se é verdade que só em Maio se fará o “saldo” da época, é também verdade que graças a ele o Sporting entrou numa curva ascendente para o sucesso (contemos os dois últimos jogos).

No início de Janeiro, Carvalhal acreditou que conquistara os adeptos, após a óptima exibição que o Sporting teve frente ao Leixões, vencendo 1-0, mas será verdade?

Parece que Carvalhal ainda não convenceu a todos. Ainda esta noite, após o Porto x Sporting, ouvi alguém dizer “Carvalhal rua!” e pensei de imediato “Este está cego, coitado! Para a rua porquê?
- Por ter mudado o rumo miserável do Sporting?
- Por ter restituído a confiança aos jogadores?
- Por ter dado esperança ao clube?
- Por o Sporting ter começado a dar uns toques na bola?
- Por ter feito o pleno na Carlsberg Cup?
- Por ter levado 6 vitórias consecutivas?
- Por ter perdido com o Braga e o Porto (equipas do topo) e não com uma qualquer equipa do meio da tabela?

Realmente, alguma massa associativa leonina não sabe o que faz, tanto assobia como aplaude… Sem qualquer critério!

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Frenesim vampiresco

A febre com os vampiros recomeçou com a reedição dos livros de Anne Rice, tendo sido criado um frenesim exagerado em torno da fantasia, do terror e dos vampiros. O verdadeiro clímax da redescoberta do encanto do tema ocorreu aquando da adaptação cinematográfica dos romances de Stephenie Meyer.
Como já é hábito na sociedade consumista da qual fazemos parte, todos se agarram ao que é lucrativo e tentam rentabilizar a projecção que determinados assuntos têm.

Obviamente, em Portugal, a TVI tinha de investir em algo do género (Destino Imortal), mas não ficamos por aqui. Para além desta, também a SIC (Lua Vermelha) e a RTP1 (Diário do Vampiro) avançaram com projectos igualmente insonsos e débeis. Insonsos e débeis de tantas serem as semelhanças que existem com os romances de Stephenie Meyer (nomes de personagens e de títulos, guião e até o vestuário das personagens), apenas faltando os lobisomens.
Talvez ainda tenham todos, principalmente a SIC, de arcar com um processo pela Summit Entertainment…

Pior que a falta de originalidade é saber que os adolescentes vão adorar estas séries/novelas e, até que os vampiros estejam na moda, os beneficiários vão banquetear-se com as receitas televisivas.


Nota: não estou a defender Stephenie Meyers, apenas estou a pugnar este tipo de produções baratas que em nada nos dignificam.

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