sexta-feira, 27 de julho de 2012

Kissenger

Numa época em que é possível inventar de tudo e que a vida se vive à distância, eis que G. Xarim partilhou comigo uma novidade que considerou creepy e que eu ainda não consegui caracterizar de tão absurda que me parece: o Kissenger.

Utilização do Kissenger

Segundo a Lovotics (love + robotics), o acto de beijar revela-se importante na comunicação de um casal, assim sendo, e através da sua pesquisa, desenvolveu um sistema com a forma de uma "boca" artificial que fornece as propriedades necessárias para que o beijo pareça real.

O Kissenger afirma-se como a novidade tecnológica do momento que promete proporcionar alguma intimidade com uma máquina nos relacionamentos à distância. Inserido numa embalagem em forma de ovo, o aparelho tem uns "lábios" suaves e sensíveis à pressão, que permitem imitar e recriar o movimento labial de ambos os usuários em tempo real (enquanto se houve o som de um porquinho).

Anyway, comigo só há beijos presenciais!

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Livros em tardes soalheiras

Não é difícil encontrar um livro de que se goste, pois há os de todos os tipos e para todos os gostos, tendo cada um uma vida própria que nos oferece sempre algo de novo.

Por norma, dispenso mais tempo à leitura no Verão e é isto que os livros me fazem lembrar: tardes soalheiras em que os devoro, num recanto qualquer, enquanto sinto o cheiro e o toque...

Com as novas tecnologias surgiu o e-book e muitos já se renderam à leitura digital. Recusou-me a acreditar que os livros em papel deixarão de existir, prefiro considerar a co-existência de ambos os formatos.

Posto isto, vou continuar a deliciar-me com Mulheres de Charles Bukowski, com o qual posso estabelecer uma analogia a Californication, porque será?

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sábado, 21 de julho de 2012

Para onde fugiram os homens?




Parece não ser um problema apenas regional, mas sim um autêntico flagelo!

De uma forma geral, as mulheres gostam da mudança que ocorreu nos homens, apresentando-se estes mais emocionais, preocupados com as relações e livres para desempenhar papéis caracteristicamente femininos, como cozinhar. Assistimos, progressivamente, a um aumento da percentagem de homens que vivem até aos 30 anos com os pais, precisam de consolo em vez de consolarem, evitam correr riscos, possuem uma diminuta capacidade de decisão e, nem em relação a uma mulher, têm iniciativa.

Eu não sou defensora de estereótipos, principalmente em matérias relacionadas com os géneros, mas já fazem falta os homens tipicamente vigorosos, seguros, convictos, dinâmicos e com carácter. Talvez a problemática advenha do facto de grande parte dos homens não encontrar um balanço entre as suas qualidades masculinas e femininas!?

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terça-feira, 17 de julho de 2012

(Intrín)seco

Há acontecimentos e realidades que não podemos separar de nós e que não podemos esquecer. Até porque as memórias estão guardadas e nem o tempo é capaz de as apagar...

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sábado, 7 de julho de 2012

Saudade e falta

Às vezes ficamos nostálgicos (e hoje calhou-me a mim), por isso sinto a necessidade de expressar com algum ressentimento que sinto saudade e falta, sabendo que são diferentes na definição e no sentir. Quero que saibam que:
- fazem-me falta;
- sinto saudades vossas e nossas;
- fazem-me falta os pequenos jantares semanais em que a única coisa menos boa era o facto de eventualmente acabarem e cada uma ir para a sua casa;
- sinto saudades das saídas à noite em que as bebidas eram gratuitas e conhecíamos algumas pessoas interessantes, sempre com muitos sorrisos e boa-disposição contagiante.


Porque há pessoas que passam pela nossa vida, mas permanecem no nosso coração...

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sexta-feira, 9 de março de 2012

OK, yes it's a mistake!

Mesmo sabendo que estava a cometer um erro, aventurou-se com esperança e expectativa ingenuamente genuínas... FAIL!



"I know it's a mistake, but there are certain things in life where you know it's a mistake but you don't really know it's a mistake because the only way to really know it's a mistake is to make the mistake and look back and say 'yep, that was a mistake.' So really, the bigger mistake would be to not make the mistake, because then you'd go your whole life not knowing if something is a mistake or not."

                                                                                      by Lily, in How I met your mother

 

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nicolau Copérnico e Galileu Galilei

Estava a empacotar livros para doar, quando encontrei os meus certificados referentes aos Cursos de Formação em Astronomia, que frequentei no Centro Ciência Viva de Constância. A nostalgia avivou-me memórias e encaminhou-me até aqui, ou não fosse o presente mês aquele em que nasceram os dois astrónomos que iniciaram a desmitificação da  Teoria Geocêntrica.

A astronomia moderna não nasceu de um dia para o outro, tendo o seu desenvolvimento implicado o desfazer de teorias filosóficas e religiosas profundamente enraizadas, nomeadamente, a Teoria Geocêntrica, dominante na consciência colectiva do povo cristão, até ao século XVI.
Nicolau Copérnico, nascido a 19 de Fevereiro de 1473, foi o grande impulsionador da mudança das mentalidades, a nível cosmológico, ao apresentar a Teoria Heliocêntrica. O heliocentrismo, toma o Sol como o centro do Universo, em torno do qual tudo se move, concebendo o Universo independente de Deus, como um sistema autónomo, explicando-se por si próprio e através de leis testadas pela experiência e formuladas matematicamente, deslocando-se o centro de gravitação da Terra para o Sol.
O heliocentrismo é claramente o primeiro sinal de ruptura na concepção do Universo, derrubando a tradição milenar da Terra como centro do Cosmos e operando aquilo a que se costuma apelidar de Revolução Copernicana. A sua teoria não dispõe, no entanto, de provas concretas para este modelo, tendo Copérnico utilizando apenas uma geometria simples para chegar às suas conclusões.
Foi Galileu Galilei, nascido a 15 de Fevereiro de 1564, que a corroborou com as suas descobertas, das quais destaco: a observação das luas de Júpiter (que, por orbitarem Júpiter, provam que existem corpos a orbitarem outros planetas que não a Terra), a constactação de que Vénus apresenta fases (tornando falso o Sistema Geocêntrico de Ptolomeu e provando que Vénus orbita o Sol) e a observação das manchas solares (que o fizeram aperceber-se da rotação do Sol).

Curiosidade: o lançamento da primeira obra de Galileu, “Sidereus Nuncius” (O mensageiro das estrelas), integralmente em português, ocorreu durante as comemorações do Ano Internacional da Astronomia, em 2009.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A relíquia

Breve resumo

Teodorico vivia com uma velha tia, rica e temente a Deus. Para herdar a fortuna da sua tia, mostra-se falsamente devoto, pedindo-lhe que lhe financie uma peregrinação à Terra Santa, à qual a esta consente, pedindo-lhe que lhe traga uma recordação.
O sobrinho leviano parte e, na viagem, envolve-se com uma inglesa que, como recordação, dá-lhe um embrulho com a sua camisa de noite. Já de volta a Lisboa, Teodorico lembra-se do pedido da tia, tecendo uma coroa com ramos de um arbusto, que embrulhou e pôs na sua bagagem. Quando uma pobre mendiga pede-lhe esmola, este dá-lhe o embrulho que (pensava ele) continha a camisa, no entanto, já após ter relatado hipocritamente a sua viagem cheia de penitências e jejuns à tia e a uma audiência de sacerdotes e beatas, oferece o embrulho à sua tia, dizendo que este continha a coroa de espinhos e ficando todos espantados e insultados quando surge a camisa de noite da inglesa.
Este insólito episódio vale a Teodorico a expulsão de casa da tia e a perda da fortuna que ambicionava. Postumamente, apercebe-se que perdera a fortuna por falta de mais cinismo, pois se tivesse dito que aquela era a camisa de Santa Maria Madalena, teria ficado bem visto e herdado a fortuna,


Este romance é uma sátira humorística à hipocrisia (representada por Teodorico, o exemplo da nova geração) e ao fanatismo religioso (representado pela tia do protagonista). O auge da representação da hipocrisia faz-se no episódio final, quando em vez da coroa de espinhos, surge uma camisa de noite, perante um ambiente fervorosamente religioso. Eça exagera na utilização da ironia e da caricatura, sobretudo em relação às duas personagens mais relevantes, Teodorico e a sua tia, o que acaba por suavizar imenso a leitura.

As opiniões acerca desta obra são bastante desfavoráveis, principalmente se tivermos em conta a própria opinião do autor: "Este livro tem duas partes: a primeira é uma porcaria e a segunda é uma maçada". Outros críticos consideram-na: uma "experiência Malograda" e o seu enredo "vago, mal urdido, sem originalidade, quase inexistente".
Pessoalmente, considero que esta obra é de uma confusão absurda e excêntrica mais anormal do que se imagina, uma vez que há de tudo neste livro. No entanto, embora a história seja fantasiada, considero-a uma metáfora bastante actual, pois encontramos situações similares bastante reais nos dias que correm.

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Troque os Maias pela Meyer

Num acesso de genialidade e boa vontade, a FNAC lançou a campanha "A cultura renova-se", através da qual oferece um vale de cinco euros por cada livro, CD ou DVD usado que seja entregue, sendo que o fruto da recolha é destinado à AMI. Uma ideia agradável para a AMI e para os nossos bolsos, não fosse o facto de o slogan de campanha ser: "Troque os Maias pela Meyer”.

 O placard promocional "Troque os Maias pela Meyer"


A minha reacção imediata foi semelhante à de centenas de portugueses que associaram a esta frase uma desvalorização e um enorme desrespeito pela cultura e pelos autores nacionais, eu diria que considerei ultrajante e humilhante a comparação (e para tudo isto já chega o acordo ortográfico). Só depois notei que a mesma campanha indicava a troca da Pink! pelos Floyd e voltei a centrar-me na mensagem que a FNAC pretendia passar. Na verdade, o que se pretende é a troca por novos títulos e autores, porque as obras que são publicadas hoje devem ser tidas em conta, de forma a podermos descobrir os Eça dos tempos modernos.

Para além disto, no meio de toda esta história, o que mais me enfureceu foi o facto de centenas de pessoas partilharem a sua indignação e defenderem Eça de Queirós, como se do seu autor preferido se tratasse e, no entanto, nem um quarto destas leu “Os Maias” (ou se leu foi só o resumo porque o livro era de leitura obrigatória). Numa palavra: vergonhoso!

Eça ter-se-ia rido.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Amigos e/ou cupidos

No Dia de São Valentim os dias são soalheiros e bastante agradáveis devido às várias promoções (humm... eu queria dizer “à celebração do amor”), mas neste dia acontece sempre o mesmo: os solteiros são vistos como bichinhos solitários e, posteriormente, são incluídos em planos manhosos, engendrados por casais apaixonados, que visam a sua união a outra pessoa solteira.

Não percebo porque há uma têm tendência em todos se fazerem passar por cupidos, sempre que vêem um qualquer ser vivo sem companheiro(a). Nisto incluem-se as mães, as avós, as tias, a madrinha, a vizinha, a amiga da família, etc., mas pior do que qualquer uma das pessoas anteriormente referidas são os amigos. Estes dão a entender que possuímos uma qualquer dificuldade no campo amoroso e tornam-se propensos a tentativas de emparelhamento, principalmente juntando amigas dela com amigos dele. Parecem preocupar-se mais com o facto de estarmos solteiros do que nós próprios.

No que me diz respeito, não me tinha apercebido que me devia mostrar perturbada por estar sozinha e muito menos que precisava de ajuda, mas obrigado por se preocuparem tanto!

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Acordo ortográfico

 
Vejo-me obrigada a concordar com Desidério Murcho, da Universidade Federal de Ouro Preto, quando este refere que  "as pretensas vantagens do acordo são como as vantagens de ter gnomos de barro no jardim: são decorativos". Para além disto, a verdade é que não existe qualquer impedimento ortográfico à presença de livros portugueses no Brasil e vice-versa (na biblioteca da ESSS, por exemplo, existem vários livros em português do Brasil e ninguém se queixa da ortografia).

 POR OPÇÃO, NÃO ESCREVO SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO!

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só preciso...

Eu fico, mas se vais… Será respirar uma vez mais
Num sopro de ar vago, de fundo estéril e amargo.

Queria sentir-te comigo, deixar-te cativo
E sentir-te presente, mesmo estando ausente.

Eu só preciso, na verdade, saber que não é a realidade!

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Memória emocional

Esta noite a caminho de casa depois do típico café, sentia-me especialmente melancólica e entrei num estado de nostalgia ao ouvir uma determinada música tocar na rádio.

Algumas músicas, expressões ou gestos evocam em mim uma resposta emocional, porque associo-as a determinadas situações, períodos ou pessoas, sendo que esta associação acaba por influenciar a minha resposta e pode alterar drasticamente o meu estado de espírito. O que isto revela sobre mim e os restantes seres humanos é que as emoções são-nos inerentes (excluindo os sociopatas) e que, consoante a nossa experiência, estabelecemos relações entre estas e as nossas vivências, constituindo esta dicotomia a nossa memória emocional.

Não sei bem o que queria expor sobre o assunto, mas acho que este é mais um equalizador para todos nós.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Walk-in closet

Para quem não sabe, um walk-in closet é um quarto criado para guardar roupas, sapatos e acessórios. Assim, em vez do tradicional guarda-roupa que por norma é pequeno e pouco espaçoso, dispõe-se de um local amplo e personalizado que, por isso mesmo, simplifica a tarefa de manter tudo organizado.

Sim, é um desejo consumista e utópico. So what? 
A verdade é que 90% das mulheres gostaria de ter um closet (grande ou pequeno), recheado de coisas lindas e a que pudesse chamar de seu.


Quero um assim com um ambiente clean, luminosidade, algum espaço,
um enorme espelho e uma cómoda com vitrina de jóias .


Para as pessoas que não podem comportar o gasto ou não têm espaço para montar um walk-in closet (eu, por exemplo), desenganem-se se pensam que não podem ter um closet mesmo num espaço reduzido. Este vídeo mostra como umas pequenas modificações podem fazer toda a diferença em termos de aspecto e funcionalidade de um guarda-roupa tradicional.

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gosto...

... da sombra vaga mas definida,
... da maneira de chegar até mim,
... da loucura de uma estabilidade instável,
... do calor que existe dentro e fora,
... dos sorrisos que me arranca,
... da espontaneidade,
... das virtudes,
... dos defeitos ainda mais,
... dele!

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Vuvuzela

Numa visita de cortesia à casa de amigos, não pude deixar de notar que existe num canto da  sua sala um destes exemplares e isso levou-me a reviver alguns momentos dolorosos do Mundial de 2010 (e não estou a referir-me à prestação de Portugal na competição).

Durante o referido Mundial, a vuvuzela foi o objecto mais usado dentro e fora dos jogos e, ainda hoje, não consigo compreender porquê. Eu até percebo que este seja um instrumento típico do país em questão, mas não é também um atentado à saúde pública? 
Ao que parece a Lei do Ruído ficou esquecida algures a meio do processo (ou não terá sido conveniente para alguns fazê-la vigorar) e, de facto, acabámos por ficar com este símbolo para o Mundial.

Tínhamos, assim, um objecto que quando usado originava um ruído horrível e ensurdecedor, que me levava a retirar quase por completo o volume à televisão enquanto assistia aos jogos. E se isto a nós causa este incómodo imaginem aos jogadores, que não se conseguem comunicar com os colegas ou ouvir as indicações que lhes são dadas. Acredito que, naqueles jogos de futebol, até ouvir o apito do árbitro era um feito hercúleo! Valeu-lhes a mímica...

É um facto que a minha voz não foi a única a erguer-se contra esta opção de extremo mau gosto, mas não adiantou de nada e tivemos de suportar o seu ruído. Felizmente o Mundial acabou e levou com ele levou aquele som horrível!

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cuidado com as entrevistas

 

Muitos referiram, ao longo do último mês, que o nosso Primeiro-Ministro é um troca-tintas e basta olhar para a imagem acima para compreender o porquê de tais afirmações, mas eu não!
Não nos podemos esquecer que, nos cinco anos posteriores a esta entrevista, o nosso actual Primeiro-Ministro desenvolveu "o talento e as qualidades" necessários para o correcto desempenho do cargo. Para além disto, meus caros, devíamos estar agradecidos por este senhor aceitar "pagar o preço" de ter uma "vida horrível".


PS - Não se esqueceram de inserir uma resma de sarcasmo ao ler este texto, pois não?

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Voto em branco NÃO É útil

Segundo a Constituição da República Portuguesa, um candidato para ser eleito necessita da maioria (50% + um) dos votos validamente expressos, ou seja, apenas são contabilizados os votos válidos, sendo excluídos os votos em branco e nulos.

Se os votos em branco não entram na contagem e não influenciam o resultado final da votação, é óbvio que votar em branco é inútil. Aliás, por esta ordem de ideias os votos em branco, exactamente por não serem contabilizados, acabam por favorecer o candidato dito "favorito", neste caso Cavaco Silva (para melhor perceber esta questão consulte este artigo de A. Xarim).

Tendo isto em conta não me faz sentido que se tenha apelado aos votos em branco, em sinal de protesto e para que Cavaco Silva não fosse reeleito à primeira volta, pois o valor que um voto em branco tem é zero. Faria-me mais sentido que se tivesse apelado ao voto num dos outros candidatos, pois só se Cavaco Silva não obtivesse a maioria teríamos uma segunda volta.

Na minha opinião, o nosso sistema de eleição devia ser repensado. Talvez fosse desejável alterar o nosso sistema de voto e torná-lo obrigatório; paralelamente a isto, o voto em branco deveria ser tornado útil, ou seja, devia começar a ser contabilizado, pois ao contrário do voto nulo demonstra uma vontade, a da abstenção consciente e contra o sistema, e qualquer pessoa deve ter direito a ela.

Se o voto fosse obrigatório e os votos em branco fossem contabilizados, acredito que alguns políticos iriam repensar a sua posição. Talvez aprendessem algo com isso e talvez percebessem que mais de metade da população portuguesa não se revê neles e nas suas acções.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - Presidente Cavaco

Parece que realmente que o silêncio vale ouro!
Cavaco Silva fez uma campanha repleta de sorrisos e silêncios, recusando-se a comentar/explicar alguns dos seus negócios e ainda se regozijou aquando da confirmação da vitória pelo facto de não o ter feito e ter sido eleito. Acabou por deixar no ar a ideia de que a sua eleição era prova sobeja da sua integridade, como se fosse o cargo a dignificá-lo e não o contrário.

Sinceramente, o que me revolta é que a justiça nada venha a fazer em relação as estas suspeitas e que o senhor Presidente, tendo a sua honra e honestidade questionadas, nada tenha feito para as defender (talvez nem soubesse como).

Começo a ver algumas semelhanças com Pinto da Costa...

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - candidatos

Embora a campanha tenha arrancado oficialmente apenas a 9 de Janeiro, já ouvimos falar sobre as presidenciais há um ano. Era de esperar que nesta recta final se gerasse interesse em torno da mesma e que fossem discutidos assuntos de interesse, porém os debates foram pobres e nada de interessante foi dito, para além de acusações ou silêncios redobrados.
Sem muito mais haver a dizer, chegamos às urnas com os seguintes candidatos a Presidente da República (PR):

Cavaco Silva 
Pelas sondagens, tem a campanha ganha, mas não com base no meu voto. Se tivesse alguma dúvida em relação a Cavaco Silva, nem precisaria das questões levantadas pelos outros candidatos, ela ter-se-ia dissipado com sua a afirmação de que “compete ao Presidente da República saber o rumo a dar ao país”. Pergunto-me que rumo deu este homem ao país com a sua inépcia enquanto PR.

Manuel Alegre
Existem dois, um do PS e outro do BE, não me admira por isso a sua falta de opinião e incoerência em relação a quase todos os assuntos. Como se não bastasse resolveu fazer campanha atacando Cavaco Silva e quando confrontado com o seu trabalho publicitário para o BPP foi no mínimo contraditório. Tendo em conta que vai perder mais uma vez esta corrida para Cavaco Silva, resta-me saber como irá justificar agora a sua derrota ao PS, que desta vez o apoiou e a quem retirou a vitória em 2006.

Fernando Nobre
Preferiu não atirar pedras ao telhado de ninguém, manteve sempre um rumo certo e diz, com alguma razão, que “já ganhei”, afinal de contas é um candidato independente que em nada está relacionado com a política e conseguirá, mesmo assim e talvez por isso, ser o terceiro candidato mais votado. Infelizmente é exactamente este distanciar do mundo político e governativo que jogou contra si nos debates, nos quais demonstrou não ter as capacidades governativas necessárias para ser um bom PR. Digamos que lhe faltam algumas bases no meio.

Francisco Lopes
Manteve-se fiel ao seu partido e sabe bem em que sociedade vive (numa de segregação de classes que abusam umas das outras). Porém, ninguém espera que se afirme. Eu acredito que está apenas correr pela segunda volta nas presidenciais e pela liderança do seu partido.

Defensor Moura
Não me inspirou confiança quando afirmou que é seu desejo “reduzir a corrupção com a regionalização” e, em relação a isto, todos sabemos que com os mecanismos de corrupção e o carácter moral dos nossos governantes, uma medida destas apenas tornaria a corrupção mais acessível aos poderes regionais.

José Manuel Coelho
Parece o bobo da corte e pergunto-me se estará a querer disputar o lugar com Santana Lopes. Sinceramente, considero esta candidatura disparatada e com um único propósito: fazer-se ouvir para ganhar na Madeira.

Posto isto, resta-nos votar por um mal menor.


PS – Pelas conversas de café sobre o assunto, a maioria das pessoas não está motivada, por isso resta-me, com tristeza, desejar que Cavaco Silva tenha mais de 50% dos votos para que isto acabe de uma vez e se poupem uns milhões com a segunda volta.

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