sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só preciso...

Eu fico, mas se vais… Será respirar uma vez mais
Num sopro de ar vago, de fundo estéril e amargo.

Queria sentir-te comigo, deixar-te cativo
E sentir-te presente, mesmo estando ausente.

Eu só preciso, na verdade, saber que não é a realidade!

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Memória emocional

Esta noite a caminho de casa depois do típico café, sentia-me especialmente melancólica e entrei num estado de nostalgia ao ouvir uma determinada música tocar na rádio.

Algumas músicas, expressões ou gestos evocam em mim uma resposta emocional, porque associo-as a determinadas situações, períodos ou pessoas, sendo que esta associação acaba por influenciar a minha resposta e pode alterar drasticamente o meu estado de espírito. O que isto revela sobre mim e os restantes seres humanos é que as emoções são-nos inerentes (excluindo os sociopatas) e que, consoante a nossa experiência, estabelecemos relações entre estas e as nossas vivências, constituindo esta dicotomia a nossa memória emocional.

Não sei bem o que queria expor sobre o assunto, mas acho que este é mais um equalizador para todos nós.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Walk-in closet

Para quem não sabe, um walk-in closet é um quarto criado para guardar roupas, sapatos e acessórios. Assim, em vez do tradicional guarda-roupa que por norma é pequeno e pouco espaçoso, dispõe-se de um local amplo e personalizado que, por isso mesmo, simplifica a tarefa de manter tudo organizado.

Sim, é um desejo consumista e utópico. So what? 
A verdade é que 90% das mulheres gostaria de ter um closet (grande ou pequeno), recheado de coisas lindas e a que pudesse chamar de seu.


Quero um assim com um ambiente clean, luminosidade, algum espaço,
um enorme espelho e uma cómoda com vitrina de jóias .


Para as pessoas que não podem comportar o gasto ou não têm espaço para montar um walk-in closet (eu, por exemplo), desenganem-se se pensam que não podem ter um closet mesmo num espaço reduzido. Este vídeo mostra como umas pequenas modificações podem fazer toda a diferença em termos de aspecto e funcionalidade de um guarda-roupa tradicional.

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gosto...

... da sombra vaga mas definida,
... da maneira de chegar até mim,
... da loucura de uma estabilidade instável,
... do calor que existe dentro e fora,
... dos sorrisos que me arranca,
... da espontaneidade,
... das virtudes,
... dos defeitos ainda mais,
... dele!

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Vuvuzela

Numa visita de cortesia à casa de amigos, não pude deixar de notar que existe num canto da  sua sala um destes exemplares e isso levou-me a reviver alguns momentos dolorosos do Mundial de 2010 (e não estou a referir-me à prestação de Portugal na competição).

Durante o referido Mundial, a vuvuzela foi o objecto mais usado dentro e fora dos jogos e, ainda hoje, não consigo compreender porquê. Eu até percebo que este seja um instrumento típico do país em questão, mas não é também um atentado à saúde pública? 
Ao que parece a Lei do Ruído ficou esquecida algures a meio do processo (ou não terá sido conveniente para alguns fazê-la vigorar) e, de facto, acabámos por ficar com este símbolo para o Mundial.

Tínhamos, assim, um objecto que quando usado originava um ruído horrível e ensurdecedor, que me levava a retirar quase por completo o volume à televisão enquanto assistia aos jogos. E se isto a nós causa este incómodo imaginem aos jogadores, que não se conseguem comunicar com os colegas ou ouvir as indicações que lhes são dadas. Acredito que, naqueles jogos de futebol, até ouvir o apito do árbitro era um feito hercúleo! Valeu-lhes a mímica...

É um facto que a minha voz não foi a única a erguer-se contra esta opção de extremo mau gosto, mas não adiantou de nada e tivemos de suportar o seu ruído. Felizmente o Mundial acabou e levou com ele levou aquele som horrível!

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cuidado com as entrevistas

 

Muitos referiram, ao longo do último mês, que o nosso Primeiro-Ministro é um troca-tintas e basta olhar para a imagem acima para compreender o porquê de tais afirmações, mas eu não!
Não nos podemos esquecer que, nos cinco anos posteriores a esta entrevista, o nosso actual Primeiro-Ministro desenvolveu "o talento e as qualidades" necessários para o correcto desempenho do cargo. Para além disto, meus caros, devíamos estar agradecidos por este senhor aceitar "pagar o preço" de ter uma "vida horrível".


PS - Não se esqueceram de inserir uma resma de sarcasmo ao ler este texto, pois não?

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Voto em branco NÃO É útil

Segundo a Constituição da República Portuguesa, um candidato para ser eleito necessita da maioria (50% + um) dos votos validamente expressos, ou seja, apenas são contabilizados os votos válidos, sendo excluídos os votos em branco e nulos.

Se os votos em branco não entram na contagem e não influenciam o resultado final da votação, é óbvio que votar em branco é inútil. Aliás, por esta ordem de ideias os votos em branco, exactamente por não serem contabilizados, acabam por favorecer o candidato dito "favorito", neste caso Cavaco Silva (para melhor perceber esta questão consulte este artigo de A. Xarim).

Tendo isto em conta não me faz sentido que se tenha apelado aos votos em branco, em sinal de protesto e para que Cavaco Silva não fosse reeleito à primeira volta, pois o valor que um voto em branco tem é zero. Faria-me mais sentido que se tivesse apelado ao voto num dos outros candidatos, pois só se Cavaco Silva não obtivesse a maioria teríamos uma segunda volta.

Na minha opinião, o nosso sistema de eleição devia ser repensado. Talvez fosse desejável alterar o nosso sistema de voto e torná-lo obrigatório; paralelamente a isto, o voto em branco deveria ser tornado útil, ou seja, devia começar a ser contabilizado, pois ao contrário do voto nulo demonstra uma vontade, a da abstenção consciente e contra o sistema, e qualquer pessoa deve ter direito a ela.

Se o voto fosse obrigatório e os votos em branco fossem contabilizados, acredito que alguns políticos iriam repensar a sua posição. Talvez aprendessem algo com isso e talvez percebessem que mais de metade da população portuguesa não se revê neles e nas suas acções.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - Presidente Cavaco

Parece que realmente que o silêncio vale ouro!
Cavaco Silva fez uma campanha repleta de sorrisos e silêncios, recusando-se a comentar/explicar alguns dos seus negócios e ainda se regozijou aquando da confirmação da vitória pelo facto de não o ter feito e ter sido eleito. Acabou por deixar no ar a ideia de que a sua eleição era prova sobeja da sua integridade, como se fosse o cargo a dignificá-lo e não o contrário.

Sinceramente, o que me revolta é que a justiça nada venha a fazer em relação as estas suspeitas e que o senhor Presidente, tendo a sua honra e honestidade questionadas, nada tenha feito para as defender (talvez nem soubesse como).

Começo a ver algumas semelhanças com Pinto da Costa...

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - candidatos

Embora a campanha tenha arrancado oficialmente apenas a 9 de Janeiro, já ouvimos falar sobre as presidenciais há um ano. Era de esperar que nesta recta final se gerasse interesse em torno da mesma e que fossem discutidos assuntos de interesse, porém os debates foram pobres e nada de interessante foi dito, para além de acusações ou silêncios redobrados.
Sem muito mais haver a dizer, chegamos às urnas com os seguintes candidatos a Presidente da República (PR):

Cavaco Silva 
Pelas sondagens, tem a campanha ganha, mas não com base no meu voto. Se tivesse alguma dúvida em relação a Cavaco Silva, nem precisaria das questões levantadas pelos outros candidatos, ela ter-se-ia dissipado com sua a afirmação de que “compete ao Presidente da República saber o rumo a dar ao país”. Pergunto-me que rumo deu este homem ao país com a sua inépcia enquanto PR.

Manuel Alegre
Existem dois, um do PS e outro do BE, não me admira por isso a sua falta de opinião e incoerência em relação a quase todos os assuntos. Como se não bastasse resolveu fazer campanha atacando Cavaco Silva e quando confrontado com o seu trabalho publicitário para o BPP foi no mínimo contraditório. Tendo em conta que vai perder mais uma vez esta corrida para Cavaco Silva, resta-me saber como irá justificar agora a sua derrota ao PS, que desta vez o apoiou e a quem retirou a vitória em 2006.

Fernando Nobre
Preferiu não atirar pedras ao telhado de ninguém, manteve sempre um rumo certo e diz, com alguma razão, que “já ganhei”, afinal de contas é um candidato independente que em nada está relacionado com a política e conseguirá, mesmo assim e talvez por isso, ser o terceiro candidato mais votado. Infelizmente é exactamente este distanciar do mundo político e governativo que jogou contra si nos debates, nos quais demonstrou não ter as capacidades governativas necessárias para ser um bom PR. Digamos que lhe faltam algumas bases no meio.

Francisco Lopes
Manteve-se fiel ao seu partido e sabe bem em que sociedade vive (numa de segregação de classes que abusam umas das outras). Porém, ninguém espera que se afirme. Eu acredito que está apenas correr pela segunda volta nas presidenciais e pela liderança do seu partido.

Defensor Moura
Não me inspirou confiança quando afirmou que é seu desejo “reduzir a corrupção com a regionalização” e, em relação a isto, todos sabemos que com os mecanismos de corrupção e o carácter moral dos nossos governantes, uma medida destas apenas tornaria a corrupção mais acessível aos poderes regionais.

José Manuel Coelho
Parece o bobo da corte e pergunto-me se estará a querer disputar o lugar com Santana Lopes. Sinceramente, considero esta candidatura disparatada e com um único propósito: fazer-se ouvir para ganhar na Madeira.

Posto isto, resta-nos votar por um mal menor.


PS – Pelas conversas de café sobre o assunto, a maioria das pessoas não está motivada, por isso resta-me, com tristeza, desejar que Cavaco Silva tenha mais de 50% dos votos para que isto acabe de uma vez e se poupem uns milhões com a segunda volta.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2011 chegou

Estas festas realmente não deram descanso! Este ano tudo se complicou ainda mais, porque a minha humilde casa foi escolhida como "centro de convívio", tanto para a festa de Natal como para a Passagem de Ano.

De qualquer forma, o ano chegou ao fim e, olhando para os últimos 12 meses, parece que não fiz nada de importante. É que nem sequer sinto que tenha havido qualquer tipo de mudança significativa. Todos os (poucos, mas elaborados) planos foram adiados para este tão (pouco) prometedor 2011...

Anyway, FELIZ 2011!

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Arte em crise

Se a humanidade está em crise, é natural que isso se reflicta nas várias esferas que compõem o nosso mundo. Por isso, quase posso afirmar que, em consequência desta mesma crise mundial, também a arte se encontra em crise. Esta dedução advém do facto de a arte ser, no fundo, uma obra que reflecte a projecção do ser humano.
Falando de arte, para além da crise que assola este domínio, denota-se uma gradual predominância da arte que domina através da captação da atenção pela beleza agradável, que, por ser geral, é compreensível e apreciável.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

É Natal!?

Cada vez o Natal começa mais cedo, ou pelo menos é o que nos querem fazer acreditar. Ainda faltavam quase dois meses para o Natal, é já se começavam a enfeitar as ruas com luzes e a adornar as montas das lojas.

Pessoalmente não gosto muito do Natal (com excepção das prendas, de celebrar no dia 25 o aniversário da minha avó e de até achar alguma piada às luzes que ornamentam as ruas durante a noite.) Tirando estas três excepções o Natal é algo penoso e considero que seja uma época para e das crianças!

Quando era criança, adorava o Natal. Era motivo para juntar uma grande parte da família em minha casa (40/45 pessoas). Com aquela idade não podia comprar o que queria, logo a ideia de me darem o que queria naquela noite, tornava tudo muito mais entusiasta, havia uma antecipação bastante estimulante, e dava um fascínio especial até mesmo à época em si.
Progressivamente, houve uma natural expansão familiar, pois as pessoas crescem, relacionam-se e eventualmente constituem a sua própria família e têm de conciliar, ou não, a sua família e a do parceiro ou optar por uma das duas, por isso o número de pessoas que compareciam foi sendo gradualmente reduzido para metade ou menos, numa tentativa de todos agradarem a gregos e a troianos.

Entretanto deixei de ser criança e passei a comprar esporadicamente o que quero, para além disto o mais habitual é querer coisas que são difíceis de serem outras pessoas a comprar. Foi nesta altura que o Natal perdeu totalmente o encanto que tinha e o comecei a percebe-lo de outra forma. Embora goste de estar com a família, até porque é a oportunidade anual, por excelência, para rever pessoas com as quais no resto no ano tenho muito pouco contacto, recuso-me a viver o Natal desta nova forma.

O Natal como eu o observo, é desprovido de magia e resume-se a uma penosa peregrinação a locais completamente cheios de pessoas com a mesma tarefa, escolher presentes. Pior do que isto é que no fim acabam por gastar rios de dinheiro em algo que as pessoas não precisavam ou até nem querem. Depois sucedem-se almoços e jantares, que parecem não ter fim, onde todos agem como se o mundo fosse maravilhoso, tentando ignorar a realidade.

É esta a razão pela qual esta data não passa de mais um dia no meu calendário, que se torna especial por ser o dia em a minha avó comemora o completar de mais um ano de vida.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Gripe A, um ano depois

Após a gripe aviaria tivemos o (des)prazer de nos depararmos com a polémica gripe suína, mas volvido um ano já ninguém fala sobre este assunto e poucos são os que se lembram das várias controvérsias que se geraram em torno desta gripe tão especial.
A sociedade parece ter-se esquecido do vírus e isso acontece sem grandes surpresas, pois o assunto deixou de ser rentável. No fundo, quem podia lucrar com a toda esta questão já encheu os bolsos e agora parece que o vírus já nem sequer existe.
Expus a minha teoria e as minhas conclusões finais, tendo por base factos reais e números concretos. (In)felizmente pude constatar que tinha razão e que as estimativas iniciais não correspondiam, nem de perto nem de longe, à situação real; infelizmente as manobras para lucro de alguns continuam a surgir sem que a maioria se aperceba.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Um grito de frustração

As palavras que queremos dizer mas guardamos para nós, o que queremos fazer mas não fazemos, o que queremos sentir mas não nos permitimos sentir...
Gostaria de dizer que tudo o que referi cai no esquecimento, mas mentiria. Tudo isto, e muito mais, acumula-se no corpo, na mente e enche-nos a alma de gritos mudos.

O que não dizemos deixa aberto o passado, uma ferida, não permitindo que o futuro seja visto com total nitidez. O que não fazemos transforma-se numa insatisfação, tristeza e frustração, que nos martiriza ao longo do tempo. O que não nos permitimos sentir transforma-se numa nostalgia magoada que nos pode envenenar o sentimento se futuramente renovado.

Falem! Façam! Sintam!
Sem medos...

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A vírgula

Leiam a frase e coloquem na mesma uma vírgula: “Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura."

Já colocaram?

Denote-se que se o leitor for uma mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER; caso seja homem, colocou a vírgula depois de TEM. Ou seja, a colocação da vírgula acaba por depender da forma como o sujeito se enquadra neste quadro de referência.


Com esta espécie de curiosidade apenas queria relembrar a Língua Portuguesa e o quão importantes podem ser os pormenores que por vezes não notamos.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Aalst, Bélgica

Depois de Bruxelas, foi tempo de seguir para noroeste e visitar Aalst.

A estação de comboios fica nas margens do rio Denver, cujo calmo caudal alberga vários barcos que oferecem serviços de restaurantes e bares. Ao passar ao longo das margens, fiquei chocada com a falta de zelo e o subaproveitamento das mesmas e, com um leve sorriso de satisfação, relembrei as margens do rio Tejo, em Abrantes.
Era tempo de explorar a cidade!

Aalst e o seu aspecto frio já não me surpreenderam, uma vez que se assemelhava a Bruxelas, no entanto, e à parte disto, a cidade não parecia estar em nada relacionada com a sua capital. A ausência de movimentação nas ruas, de barulho e de pessoas, fez com que por momentos, aos meus olhos, a cidade parecesse fantasma.
O meu pensamento acabou por ser afastado pelo apito do comboio e por um cheiro que reconheci como sendo pão acabado de confeccionar. Afastado aquele pensamento arrepiante, respirei fundo, olhei a cidade que parecia parada no tempo e aventurei-me pela rua mais próxima.

Sem mapa e sem sequer possuir uma leve noção sobre os monumentos mais emblemáticos a serem visitados, acabei por vaguear por avenidas, ruas e ruelas. Ao longo das ruas exaltavam-se prédios antigos, predominantemente de arquitectura gótica e na sua maioria conservados através do tempo, cujo rés-do-chão servia os mais variados tipos de lojas e pubs. Apenas um edifício destoava pela modernidade, embora se apresentasse sóbrio: a biblioteca.
Foi nessa altura que me apercebi que a rua estava enfeitada com os típicos cordéis com papéis coloridos, tão usados nas festas populares das aldeias portuguesas e pensei, para mim própria, que afinal não somos povos assim tão diferentes.

Tive sorte, pois a rua onde ingressamos dava acesso directo ao centro da cidade, um local que desde logo saltava à vista como sendo o ponto de encontro da grande maioria dos habitantes da cidade, independentemente da sua idade. Encontrava-me no Market Place, o coração daquela cidade. É uma enorme e simples praça, repleta de bares e restaurantes para todos os gostos e todas as carteiras, com espaço sobejo para os mais pequenos brincarem livremente.
Perto desta praça pude visitar alguns dos principais monumentos da cidade e, descobri mais tarde, a zona comercial, onde se encontram também algumas marcas de renome.

Não me podia esquecer de provar os chocolates que são realmente bons, como aliás é do conhecimento geral, mas foram os gelados da gelataria que se encontra no largo da Estação de Comboios que me satisfizeram, são divinais.
A título de curiosidade, nunca vi tantos cães numa cidade!

Embora me tenha aguçado a curiosidade e o balanço da viagem tenha sido notoriamente positivo, a Bélgica continua a ser um país que não me desperta grande interesse. De qualquer forma, esta foi uma forma de ver um pouco do coração da União Europeia e ver a pitoresca cidade de Aalst, que de outra forma provavelmente não visitaria.

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Bruxelas, Bélgica

Vários motivos deram origem ao cancelamento dos planos originais para as viagens de 2010, mas houve um ponto bastante positivo: a possibilidade de ocorrer uma viagem inesperada à Bélgica.
Assim foi!

Quase sem dar conta aterrei em Bruxelas, o centro da União Europeia, e automaticamente ocorreu-me que aquela poderia ser a cidade ideal para o André P. e o João S., tendo em conta que existem naquela cidade 400 tipos de cerveja.
O tempo era escasso, mas pude ter um vislumbre do que é a cidade através da abrangente rede de autocarros modernos que a serve (integrados com o metro e com hora certa para passar). Infelizmente, foi mesmo só um vislumbre e nem consegui tirar fotografias com qualidade.

Na memória trago as imagens das avenidas e o contraste, por vezes demasiado estrondoso, existente na arquitectura dos vários edifícios. No entanto, e sem qualquer estranheza, uma grande parte das minhas memórias está relacionada com as particularidades do trânsito, que tanto me relembrou Lisboa, como me fez sentir num pequeno mundo à parte.

Semelhanças
- O elevado tráfego, cujas longas filas se assemelhavam às da 2ª Circular em hora de ponta;
- Uma praça inteiramente tomada por carros, que me relembrou algumas fotos da Praça do Comércio datadas da década de 70.

(Boas) Diferenças
- As placas, que estão gravadas em duas línguas (o francês e o flamenco) e oferecem inúmeras indicações úteis, não só mas também, aos turistas. São tão escassas em Portugal.
- Um mundo para as bicicletas, existe um conjunto de infra-estruturas que permite aos ciclistas a inteira mobilidade pela cidade, não se resumindo as mesmas apenas a ciclovias e estacionamentos para bicicletas, existe também uma preocupação em relação à sinalização vertical e luminosa específica para bicicletas (mesmo sem existirem milhares de ciclistas). Algo que ainda não se vê pelas nossas cidades.
- O sinal verde, que abre para os pedestres e para os carros da rua transversal ao mesmo tempo, definindo-se a prioridade pelo que dita o código da estrada. Uma premissa bastante incumprida na Avenida da República por alguns automobilistas que vêm do Campo Pequeno.

Embora tenha encarado uma cidade tão formal e fria, não consegui afastar a sensação de que Bruxelas pode ser mais do que apenas o centro administrativo e político da União Europeia. Talvez por de trás da sua faceta monótona haja algo por descobrir...

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sábado, 11 de setembro de 2010

Rentrée

Julho foi um mês atribulado, Agosto mostrou-se preenchido e cheguei, assim, a Setembro com o blogue parado durante demasiado tempo. Mas o mundo não parou, as notícias continuaram a surgir (embora demasiado repetitivas) e a vida tem decorrido com a normalidade possível.
A "normalidade possível" é algo estranho para definir o último mês e meio, tendo em conta que alguns planos foram adiados e surgiram problemas impensáveis, não só pela sua improbabilidade, mas também pela sua gravidade.

O importante é que, com tempo, empenho e depois de algumas dores de cabeça exacerbadas, tudo pode voltar ao seu ciclo normal e, tendo em conta os desenvolvimentos que ocorreram nos últimos dias, posso até encarar Setembro como uma verdadeira rentrée. Uma rentrée, não no sentido da re-entrada ou do regresso, mas sim no sentido de encarar tudo o que se passou como um passo necessário para esta nova fase.
É altura de reanalisar situações, dedicar-me a outros projectos, delinear quais os caminhos a seguir e como percorrê-los.

No meio de tudo o que aconteceu, está a decorrer e se aproxima, algo se mantém: a atitude!


Nota: creio ser preferível não existirem referências ao jogo contra a Espanha no Mundial 2010. Sim, ainda estou envergonhada!

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bad runs e confiança

Calham a todos! Não conheço um único jogador de póquer que não tenha já passado por isto, no entanto, poucos são aqueles que se mantêm confiantes quando as há.

Por vezes, os bad beats são numa quantidade considerável e sucedem-se durante tantos dias que os jogadores começam a perder a confiança em si mesmos. Como é óbvio todo este stress afecta o jogador psicologicamente e ataca directamente a sua confiança, deixando-o mais débil. Isto pode, de facto, ser tão significativo que o jogador, num acto de desespero, pode cometer erros gravíssimos e fazer jogadas consideradas incorrectas, tornando todo este ciclo vicioso.

Quando a falta de sorte ou o extremo azar parecem fazer com que tudo corra mal na mesa, a confiança acaba por, na minha opinião, assumir um papel fundamental no equilíbrio do jogador, tanto na sua forma de jogar como a nível psicológico. Esta é, sem dúvida alguma e por excelência, uma altura em que qualquer jogador enfrenta um teste de habilidade no que se refere ao jogo e ao seu comportamento, sendo estes os factores decisivos para o seu sucesso.

Thomas Keller afirmou, e eu concordo plenamente, que “ter confiança é uma das maiores características que um jogador consistente de póquer pode ter”, sem ela os jogadores, tanto pelos erros como pelas jogadas incorrectas, tornam-se inconstantes. Porquê? Porque deixam de ser efectivos, para se tomarem extremamente emotivos, oscilando entre a agressividade e a passividade, e isto não é benéfico.

Pior do que perder a confiança é não conseguir recuperá-la. De facto, a sua recuperação revela-se bastante importante, embora muito difícil. O normal é os jogadores fazerem uma pausa, que se pode traduzir em dias ou mesmo meses, afastando-se do jogo quase para esquecer o sucedido e sarar feridas, porém outros insistem em continuar a jogar, recuperando a confiança através das pequenas vitórias.
Pessoalmente, é-me mais viável continuar a jogar, no entanto faço-o em mesas mais softs (como forma de defesa a todos os níveis) e alio a isto um stop-loss pouco generoso.


Nota: Há uma razão especial para voltar a escrever hoje e falar especificamente de póquer: o Tacuara ganhou o primeiro lugar no PokerStars Solverde Poker Season #7, depois de meses embrenhado numa bad run demasiado longa. Mais uma vez expresso a minha felicidade pela sua conquista e endereço-lhe um enorme beijo pela vitória.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal 0 - 0 Brasil

Jogo
Na primeira parte, foi o Brasil quem “comandou” e ainda conseguiu fazer-nos tremer duas vezes.
Na segunda parte, foi Portugal que controlou o jogo, mas as tentativas não passaram disso mesmo e não conseguimos concretizar o golo, embora a nossa desenvoltura tenha deixado o adversário algo inquieto. Por parte do Brasil, apenas houve um lance de perigo já no fim do tempo regulamentar, mas excelentemente defendido.
Este foi um jogo que não deslumbrou ninguém, mas já se esperava que algo deste género ocorresse!


Jogador
Desta vez tenho de dar os parabéns à equipa!


Treinador
Gostei da sua pose no início da segunda parte, bastante confiante nas alterações que tinha feito em relação à disposição dos jogadores no campo e do facto de aparentemente ter abandonado a apatia inicial que se mantinha durante os 90 minutos das partidas.


A verdade é que chegámos ao fim desta fase com sete golos marcados e nenhum golo sofrido. Passámos à próxima fase e esta passagem foi merecida, não só pela relação de golos marcados/sofridos com o ataque/defesa que superaram todas as expectativas, mas também pelo próprio evoluir da equipa.

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